China investe em perfurações profundas para mitigar riscos energéticos globais
Pequim visa aumentar a produção interna de petróleo e gás para reduzir a dependência de importações.
A China vem enfrentando interrupções em rotas estratégicas do comércio internacional de petróleo, o que a levou a reconhecer os riscos da dependência excessiva de fluxos de energia importada. Para confrontar essa realidade, Pequim iniciou uma corrida para explorar reservas de petróleo e gás em grandes profundidades, visando aumentar a produção interna.
Nesse sentido, o país já tem seus destaques: o campo de petróleo Hade-Fuman, em Xinjiang, já extraiu mais de 26 milhões de toneladas de óleo equivalente de reservatórios situados a mais de 6 mil metros de profundidade; o campo de Fuman detém mais de 1 bilhão de toneladas de recursos de petróleo e gás, com poços que atingem uma profundidade média superior a 8,3 mil metros.
A produção de petróleo e gás da China atingiu o recorde de 420 milhões de toneladas de óleo equivalente no ano passado, incluindo 216 milhões de toneladas de petróleo bruto. Pequim estabeleceu a meta de 440 milhões de toneladas até 2030 e planeja mais 20 mil quilômetros de gasodutos e oleodutos, expandindo a rede nacional para 220 mil quilômetros.
O desenvolvimento de projetos offshore também avança: o campo de petróleo Liuhua, ao largo de Guangdong, ultrapassou a marca de 2 milhões de toneladas na produção acumulada de petróleo bruto, após passar por uma reestruturação utilizando tecnologias aprimoradas para águas profundas.