POLÍTICA

Alcolumbre inicia debate sobre PEC que altera jornada de trabalho

Presidente do Senado não definiu datas para as votações da proposta que reduz carga horária.

Por Estadao Conteudo Publicado em 06/10/2026 às 21:59
Davi Alcolumbre © Foto / Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), realizou nesta terça-feira, 6, a primeira sessão de discussão sobre a proposta de fim da escala 6x1 no plenário do Senado. O debate marcou o início da tramitação na etapa final da PEC, que ainda deve passar por quatro sessões de discussão até a primeira votação, além de mais três sessões de discussão para uma segunda votação.

No fim da sessão, que foi semipresencial, Alcolumbre não deixou claro quando será concluída a votação da PEC. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer que a aprovação total ocorra até a eleição presidencial em 25 de outubro.

"Tem que perguntar para os senadores", afirmou, ao ser questionado por jornalistas se o Senado realizará no mesmo dia as duas votações necessárias para a aprovação da PEC. O parlamentar também não respondeu se a aprovação da PEC ocorrerá antes do segundo turno da eleição presidencial.

Mais cedo, Alcolumbre disse que o assunto vai para votação, mas não cravou a data. "Se por caso todos nós pudermos concluir as cinco sessões de debate na semana que vem, do ponto de vista regimental, colocar para a sua deliberação em primeiro turno", disse. "O meu compromisso foi feito, foi assumido, está na pauta e vai ser deliberado."

Nos bastidores, a articulação do governo estava descrente sobre o avanço da PEC no Senado, por avaliar que há uma mudança na correlação de forças com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição, em 4 de outubro.

Porém, após uma reunião com Alcolumbre nesta terça, o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, disse que a PEC será aprovada antes do segundo turno da eleição. "Eu quero ver a turma do Flávio Bolsonaro votar contra. Eu tô pagando para ver essa atitude", afirmou.

O senador Jaques Wagner (PT-BA), ex-líder do governo no Senado, também desafiou o adversário de Lula. "O candidato terá que mostrar a cara e dizer que é contra", declarou. Flávio, que é senador, não compareceu à sessão.

A proposta reduz a carga horária máxima de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, com dois dias de repouso semanal remunerado, sem redução de salários. Mais cedo, Flávio disse que a discussão da matéria é "oportunista" e defendeu uma proposta de jornada por horas trabalhadas, o que, na prática, pode resultar na diminuição salarial.