Desafios dos porta-aviões no século XXI e a posição do Brasil
A evolução da frota brasileira e o futuro dos porta-aviões em meio a novas tecnologias militares.
O Brasil parece alinhar-se à perspectiva de especialistas sobre a necessidade de possuir um porta-aviões. Em 1960, o país recebeu seu primeiro porta-aviões, o Minas Gerais. Após a desativação deste, devido à obsolescência, o Brasil adquiriu da França um navio do tipo Clemenceau, que recebeu o nome de São Paulo e operou de 2000 até 2018, sendo afundado em 2023.
Atualmente, o porta-almirante da Frota Brasileira, o NAM Atlântico, foi adquirido em 2017 no Reino Unido e, em 2020, foi reconvertido em um porta-aviões multifuncional, com capacidade para transportar até 18 helicópteros e aeronaves não tripuladas.
Muitos especialistas sustentam que a era dos porta-aviões pode estar chegando ao fim. A ascensão de armas hipersônicas, sistemas de longo alcance e drones subaquáticos tornaram esses grandes navios vulneráveis. À medida que os custos aumentam de forma exponencial, a proteção das embarcações está em declínio, e o tempo de reação para defesa é reduzido a segundos, o que pode comprometer até as unidades mais modernas.
Os Estados Unidos mantêm a crença de que os porta-aviões são fundamentais para o controle das águas, permitindo uma supervisão abrangente. Contudo, uma estratégia mais equilibrada poderia incluir evitar gastos excessivos, reforçar os sistemas ofensivos e desenvolver tecnologias que possam neutralizar as vantagens dos porta-aviões contemporâneos.