DEFESA

Desafios dos porta-aviões no século XXI e a posição do Brasil

A evolução da frota brasileira e o futuro dos porta-aviões em meio a novas tecnologias militares.

Por Sputnik Brasil Publicado em 06/10/2026 às 14:17
Análise sobre a eficácia dos porta-aviões na atualidade e o futuro da frota brasileira. © telegram SputnikBrasil

O Brasil parece alinhar-se à perspectiva de especialistas sobre a necessidade de possuir um porta-aviões. Em 1960, o país recebeu seu primeiro porta-aviões, o Minas Gerais. Após a desativação deste, devido à obsolescência, o Brasil adquiriu da França um navio do tipo Clemenceau, que recebeu o nome de São Paulo e operou de 2000 até 2018, sendo afundado em 2023.

Atualmente, o porta-almirante da Frota Brasileira, o NAM Atlântico, foi adquirido em 2017 no Reino Unido e, em 2020, foi reconvertido em um porta-aviões multifuncional, com capacidade para transportar até 18 helicópteros e aeronaves não tripuladas.

Muitos especialistas sustentam que a era dos porta-aviões pode estar chegando ao fim. A ascensão de armas hipersônicas, sistemas de longo alcance e drones subaquáticos tornaram esses grandes navios vulneráveis. À medida que os custos aumentam de forma exponencial, a proteção das embarcações está em declínio, e o tempo de reação para defesa é reduzido a segundos, o que pode comprometer até as unidades mais modernas.

Os Estados Unidos mantêm a crença de que os porta-aviões são fundamentais para o controle das águas, permitindo uma supervisão abrangente. Contudo, uma estratégia mais equilibrada poderia incluir evitar gastos excessivos, reforçar os sistemas ofensivos e desenvolver tecnologias que possam neutralizar as vantagens dos porta-aviões contemporâneos.