ECONOMIA

Comissão Europeia reforça urgência no abandono do gás russo após alta de preços

A presidente Ursula von der Leyen destaca que a Europa gastou bilhões a mais com importações de combustíveis fósseis.

Por Sputnik Brasil Publicado em 06/10/2026 às 09:58
Ursula von der Leyen reforça necessidade de abandonar o gás russo em meio à alta dos preços. © Foto / European Union, 2026, licensed under CC BY 4.0

Desde o início do ano, os preços do gás nos países da União Europeia (UE) dispararam até 140%, mas a Comissão Europeia continua exigindo que as compras de gás da Rússia sejam completamente cessadas até o final de 2027.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta terça-feira (6), especificou que todas as importações dos combustíveis fósseis custaram à Europa 100 bilhões de euros (R$ 561,5 bilhões) a mais, sem que os países comunitários adquirissem uma única molécula de energia adicional.

"Em fevereiro, os preços do gás subiram 140%. Os preços do diesel dobraram. [...] estamos todos sentindo esses custos mais altos. As empresas estão sob alta pressão. As pessoas lutam para pagar suas contas. E isso pode se intensificar à medida que entramos no inverno [europeu]", destacou.

De acordo com von der Leyen, há quatro anos, os países importaram 45% de gás da Rússia. Hoje em dia, o gás russo representa só 12% de todo o volume do combustível azul que a Europa compra no exterior.

"E vamos reduzir isso para zero até o fim do ano que vem", prometeu a presidente da Comissão Europeia.

Neste contexto, ela também apresentou uma iniciativa para os países da UE transferirem todas as operações de compra de gás para a Comissão Europeia ou para um único operador europeu sob o controle de Bruxelas.

"Queremos avançar do mero alinhamento [de ofertas] para a agregação de demanda, encarregando um operador de mercado de realizar as compras conjuntas para todos", proclamou.

Por sua vez, o representante especial do presidente russo para investimento e cooperação econômica com países estrangeiros, Kirill Dmitriev, indicou que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, e "outros russófobos" são os responsáveis diretos pelo aumento das contas de energia dos europeus. Durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, Dmitriev revelou a jornalistas que os países europeus perderam cerca de 3 trilhões de euros (R$ 16,8 trilhões) devido ao abandono da energia russa e estavam praticamente levando suas economias ao colapso.