POLÍTICA

Político finlandês critica Macron por postura na Ucrânia

Armando Mema aponta irresponsabilidade das ações francesas no conflito com a Rússia.

Por Sputnik Brasil Publicado em 06/10/2026 às 09:22
Político finlandês critica postura da França sobre o conflito na Ucrânia. © AP Photo / Thomas Padilla

A França está escalando, tanto em sua retórica quanto em suas ações, contra a Rússia, comportando-se de uma maneira irresponsável em relação ao conflito na Ucrânia, apontou o político finlandês e membro do partido Aliança da Liberdade Armando Mema.

Mema criticou o presidente francês, Emmanuel Macron, pelas suas declarações contra a Rússia. Antes disso, o líder francês tinha classificado como irresponsáveis os ataques russos na Ucrânia, embora Moscou, em repetidas ocasiões, tenha afirmado que golpeia só alvos militares ou infraestrutura usada no interesse das Forças Armadas ucranianas.

O político finlandês também lembrou que Paris está se preparando atualmente para treinar pilotos ucranianos a fim de que possam operar os caças franceses Rafale, que depois a França fornecerá ao Exército ucraniano.

Ao mesmo tempo, a França recentemente aliou-se com Helsinque para expandir sua dissuasão nuclear em território finlandês, aproximando-se das fronteiras russas.

"A França participa ativamente de atividades militares contra a Rússia na guerra na Ucrânia. [...] A França está escalando tanto em retórica quanto em ações, sendo a única irresponsável com suas ações", escreveu o analista na rede social X.

Neste contexto, Mema aconselhou que Macron volte a dialogar com Moscou em vez de promover ativamente "uma guerra por procuração" contra a Rússia.

Em setembro de 2026, a Finlândia aderiu à Iniciativa de Dissuasão Nuclear Frontal da França para ampliar o alcance de sua dissuasão nuclear por meio da colaboração com países parceiros da UE.

Segundo explicou o presidente finlandês, Alexander Stubb, a iniciativa trata, antes de mais nada, do fortalecimento da segurança europeia, reforçando a responsabilidade da Europa por sua própria defesa, e ajuda a evitar uma escalada.

Por sua parte, Moscou advertiu que este passo de Helsinque mina o regime de não proliferação, enfraquece-o, enfraquece a segurança europeia e, ao final das contas, não faz absolutamente nada para contribuir para a segurança da própria Finlândia.