SAÚDE

Cientistas russos identificam proteína que pode revolucionar o tratamento do câncer

Sirtuína-3 é apontada como biomarcador para prever resposta às terapias mitocondriais.

Por Sputnik Brasil Publicado em 06/10/2026 às 00:01
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial Nano Banana (Google Imagen)

Cientistas da Rússia e da Suécia identificaram a sirtuína-3 como um potencial biomarcador para prever se as células tumorais responderão a medicamentos do tipo "mitocan", fármacos que têm como alvo as mitocôndrias, informou a Fundação Russa para a Ciência (RSF, na sigla em inglês) à Sputnik.

Níveis elevados de sirtuína-3 foram associados à resistência a medicamentos, enquanto células cancerígenas com baixos níveis da proteína foram eliminadas mais facilmente pelos mitocans.

Os pesquisadores testaram o efeito em linhagens celulares de câncer de pulmão, câncer de ovário e neuroblastoma, comparando tumores que apresentavam naturalmente níveis altos e baixos de sirtuína-3.

Quando os cientistas reduziram a sirtuína-3 em células resistentes, elas se tornaram sensíveis ao tratamento. Por outro lado, aumentar a proteína em células sensíveis as tornou mais resistentes.

A sirtuína-3 parece proteger as células tumorais do estresse oxidativo causado pela disfunção mitocondrial, ajudando a explicar por que o mesmo medicamento funciona em alguns tumores, mas não em outros. A descoberta deve ajudar os médicos a prever a eficácia dos mitocans antes do tratamento e a elaborar terapias contra o câncer mais personalizadas.

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