POLÍTICA

Guimarães garante votação sobre fim da escala 6x1 apesar do cenário eleitoral

Ministro confirma que proposta de alteração será debatida esta semana no Senado.

Por Estadao Conteudo Publicado em 05/10/2026 às 18:50
José Guimarães Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, declarou nesta segunda-feira, 5, que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vai manter a votação da proposta que acaba com a escala 6x1.

"Prioridade do ponto de vista do governo é votar o fim da escala 6x1. Eu vou conversar com o presidente Alcolumbre para ver se a gente já inicia o debate e vota até quarta-feira", declarou Guimarães antes de entrar no Hotel Sanmarco, em Brasília, onde se reúne com Lula e aliados após os resultados do primeiro turno do pleito presidencial.

"Acho que o presidente Davi tem sido muito firme. Ele quer votar e ele vai votar essa matéria nessa semana. Foi o que ele anunciou publicamente", afirmou.

Guimarães descartou que Alcolumbre decida não votar o projeto por conta do resultado do primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL) ficou com quase 2,3 milhões de votos à frente de Lula, e se tornou favorito a conquistar o Palácio do Planalto.

"Não mudou nada, a eleição está empatada. São 2% e vamos para cima. Essa matéria é de interesse do Brasil, não de candidato A ou B", acrescentou Guimarães.

Alcolumbre havia pautado para esta semana três sessões no plenário para discutir a proposta. A PEC iria ser discutida a partir desta terça-feira, 6.

Porém, agora há dúvidas se Alcolumbre irá realmente votar a proposta, tendo em vista que o senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou o primeiro turno com quase 2,3 milhões de votos à frente de Lula, além do PL ter feito uma votação histórica e conquistando 13 novas cadeiras, chegando a 28 das 81 do Senado, mais de um terço.

O fim da escala 6x1 é tratado como objetivo prioritário para a difícil tarefa de Lula em virar o resultado do pleito presidencial em primeiro turno. Desde a redemocratização, nunca um segundo colocado conseguiu reverter a diferença e conquistar o Palácio do Planalto.