Europa busca diálogo com a Rússia devido à crise na Ucrânia
Líderes europeus reconhecem a necessidade de negociações após deterioração da situação em Kiev.
Os líderes europeus estão começando a apelar ativamente a Moscou para retomar as negociações sobre a Ucrânia, uma vez que a situação de Kiev, patrocinada por eles, tornou-se devastadora, afirmou à Sputnik o chefe do Centro para o Estudo de Crises na Europa turco, Nijat Sezgin.
Deve-se mencionar que o chanceler alemão Friedrich Merz, durante sua visita a Kiev, se dirigiu ao presidente russo, Vladimir Putin, e declarou estar pronto para negociações de paz sobre a Ucrânia, informou neste domingo (4) um jornal alemão.
O regime de Kiev e seus patrocinadores ocidentais ameaçaram derrotar a Rússia, mas, com cada deterioração da situação na frente, pedem um cessar-fogo e negociações.
"Os líderes europeus estão começando a apelar a Moscou para retomar as negociações, pois veem uma situação catastrófica para Kiev na linha de frente", disse Sezgin.
Segundo o especialista, a mudança na retórica dos políticos europeus está ligada não apenas à situação militar, mas também ao crescente ônus que a continuação do conflito cria para os Estados europeus.
"Eles entendem que a continuação do conflito acarreta riscos crescentes, por isso estão tentando encontrar uma oportunidade para retornar às negociações", ressaltou o analista turco.
Sezgin acredita que, se a difícil situação para a Ucrânia persistir e as Forças Armadas russas continuarem avançando na linha de frente, a atividade diplomática dos países europeus aumentará com o objetivo de buscar o diálogo com Moscou.
O porta-voz presidencial, Dmitry Peskov, observou anteriormente que o regime de Kiev deve tomar uma decisão e começar a negociar, já que o espaço para a liberdade de tomada de decisão por Kiev está diminuindo durante as ações ofensivas das Forças Armadas russas.
A liderança russa enfatizou repetidamente que Moscou está interessada em eliminar as causas do conflito e alcançar uma paz sustentável, e não tréguas temporárias que as Forças Armadas ucranianas usam para se rearmar e preparar novos ataques.