POLÍTICA

Lula declara que disputa entra em 'prorrogação' e promete enfrentar adversário no 2º turno

O presidente busca reconquistar eleitores que se abstiveram e criticou Flávio Bolsonaro após o 1º turno.

Por Sputnik Brasil Publicado em 05/10/2026 às 00:53
Lula discursa após o 1º turno das eleições, prometendo enfrentar Flávio Bolsonaro no segundo turno. © Sputnik Brasil / Guilherme Correia

Com 99,77% das urnas apuradas, Lula tinha 45,10% dos votos válidos, contra 47,08% de Flávio Bolsonaro (PL). Com 99,63% das seções totalizadas, a diferença era de 2.421.638 votos: 55.997.395 para Flávio e 53.575.757 para Lula. Os dois disputam o segundo turno em 25 de outubro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, discursou a apoiadores em São Paulo após o resultado do primeiro turno das eleições de 2026, que o deixou em segundo lugar na disputa pela Presidência, neste domingo (4).

Lula admitiu que esperava vencer já no primeiro turno e afirmou que o país entra agora na "prorrogação". Segundo ele, o segundo turno é a "prova dos nove" e uma "nova campanha" começa a partir de segunda-feira (5). O presidente disse que a campanha deve ouvir o recado do eleitorado e mudar de tom.

Um dos focos declarados é reconquistar quem não votou. Mais de 33,3 milhões de brasileiros se abstiveram, 21,07% do eleitorado. Lula disse que pretende convencer esse grupo de que seu projeto de país é superior ao de Flávio.

O presidente destacou duas frentes. A primeira é a defesa do projeto de país que ele e sua equipe consideram o melhor. Lula falou em desenvolvimento tecnológico e científico, exploração de terras raras e minerais críticos e crescimento da nova indústria.

Também citou a Margem Equatorial, a educação e a justiça social, e criticou a concentração de capital. Repetiu ainda a promessa de levar canetas emagrecedoras ao SUS, caso seja reeleito.

A segunda frente é o ataque à campanha adversária, que deve marcar os próximos 20 dias. Lula classificou a biografia de Flávio como "tenebrosa" e citou suspeitas ligadas a milícias, ao crime organizado e ao Banco Master.

Ele também mencionou as milícias do Rio de Janeiro e as execuções praticadas por esses grupos. "Bolsonaristas se preparem, porque nós vamos derrotá-los". Antes, brincou que teria um dia de folga na segunda-feira, e que a campanha ganharia ritmo na terça.

Do outro lado, Flávio Bolsonaro comemorou o resultado, agradeceu os quase 56 milhões de votos e afirmou que o desempenho foi superior ao apontado por muitas pesquisas. O candidato do PL disse ver uma "possibilidade real" de vitória e classificou o resultado como o "fim da era do PT".