POLÍTICA

Turquia se prontifica a ajudar Arábia Saudita após ataques dos houthis

Ministro das Relações Exteriores da Turquia destacou compromisso com o Acordo de Defesa Conjunta de Meca.

Por Sputnik Brasil Publicado em 19/09/2026 às 20:04
Ministro turco Hakan Fidan fala sobre assistência à Arábia Saudita após ataques. © AP Photo / Khalil Hamra

O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, afirmou neste sábado (19) que Ancara cumprirá sua promessa prevista no Acordo de Defesa Conjunta de Meca em resposta aos recentes ataques militares contra a Arábia Saudita e poderá fornecer assistência técnica.

Em entrevista à emissora turca NTV, Fidan disse que os países signatários do acordo de Meca estão acompanhando de perto os ataques do Ansar Allah, movimento iemenita também conhecido como houthi.

"Estamos unidos nesta questão. O acordo contém disposições relevantes, e honraremos os compromissos assumidos."

Segundo Fidan, as necessidades de assistência militar da Arábia Saudita provavelmente se concentrariam em questões técnicas específicas, e a Turquia estaria apta a atendê-las. O chanceler turco rejeitou alegações de que a implementação do acordo de Meca estaria avançando lentamente, ressaltando que a aliança está aberta a países de toda a região e representa "uma plataforma transformadora".

O Acordo de Defesa Conjunta de Meca foi assinado em 7 de agosto, na cidade saudita de Meca, pelo príncipe herdeiro e primeiro-ministro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman bin Abdulaziz Al Saud; pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; e pelo primeiro-ministro do Paquistão, Muhammad Shehbaz Sharif.

O acordo estipula que um ataque a qualquer um dos signatários será considerado um ataque a todos. As tensões entre a Arábia Saudita e os houthis intensificaram-se nos últimos meses, com ambos os lados realizando ataques recorrentes um contra o outro.

As Forças Armadas do Ansar Allah, que controlam o norte do Iêmen, informaram no sábado que realizaram duas operações militares contra alvos em Riad e instalações da companhia petrolífera Saudi Aramco, no oeste da Arábia Saudita.

"A primeira operação militar teve como alvo instalações estrategicamente importantes na capital do inimigo saudita, Riad, e a segunda visou instalações da Aramco em Yanbu", disse Yahya Saree, porta-voz militar do movimento, no Telegram.