Lula abordará soberania brasileira na ONU em meio a tensões com EUA
O presidente participa da Assembleia Geral da ONU em Nova York e deve focar na defesa da soberania nacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca no próximo domingo (20) para os Estados Unidos, onde participará da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. A expectativa é que o líder brasileiro foque o discurso na defesa da soberania nacional em meio às preocupações sobre interferência estrangeira nas eleições.
Além da soberania, Lula deve defender a proteção das instituições democráticas em meio à crise do Supremo Tribunal Federal (STF) e o princípio da não intervenção em assuntos internos dos países no discurso previsto para a abertura da assembleia, na terça-feira (22). A expectativa é que o presidente também faça referências às tensões com os Estados Unidos sem citar diretamente Donald Trump ou o governo norte-americano.
O tema ganhou peso nos últimos meses, já que à medida que Brasília e Washington trocaram críticas sobre questões comerciais, políticas e relacionadas à segurança. O governo brasileiro também passou a tratar como interferência externa iniciativas e declarações dos Estados Unidos que envolvem o processo eleitoral de 2026.
Lula será o primeiro chefe de Estado a discursar na abertura do debate geral da Assembleia Geral, seguindo a tradição iniciada em 1955. Logo depois, será a vez de Trump ocupar a tribuna. Porém, não há confirmação de uma possível reunião bilateral entre os dois presidentes até o momento.
Sem uma reunião oficial com Trump prevista, Lula terá um encontro com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, na segunda-feira (21). A reunião foi solicitada pelo próprio prefeito e ocorrerá na residência do embaixador do Brasil junto à ONU, onde o presidente ficará hospedado.
Segundo informações divulgadas sobre a agenda, porém, o encontro não deve ter como principal foco a política internacional, mas temas relacionados a políticas públicas, especialmente habitação.
A passagem de Lula por Nova York será curta, já que Lula deve retornar ao Brasil após o discurso de terça-feira, segundo informações sobre a programação presidencial.