Analista afirma que sanções antirrussas dos EUA têm prazo limitado
Medida perderá eficácia após a resolução da crise na Ucrânia, segundo Rob Mellen.
A lei sobre novas sanções antirrussas, assinada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, perderá sua vigência após a regularização da crise na Ucrânia, declarou à Sputnik Rob Mellen, professor assistente de Estudos Mundiais da Universidade do Sul da Flórida.
Após a resolução do conflito na Ucrânia, as novas sanções antirrussas, impostas na véspera pela Casa Branca, perderão sua força, afirmou o professor norte-americano, acrescentando que as restrições mesmo hoje terão efeito limitado.
"Uma vez que a lei diz respeito apenas à situação atual [relacionada com a resolução na Ucrânia], ela dá poderes muito limitados. Assim que o conflito for resolvido, ela perderá importância", disse Mellen.
Mellen explicou que a nova lei permite que o presidente norte-americano imponha tarifas de até 100% sobre produtos de países que estão entre os cinco maiores compradores de petróleo e gás russo.
"Não parece provável que o presidente imponha tarifas de 100% sobre produtos de um país que é o maior parceiro comercial dos EUA, a China", enfatizou Mellen.
Os cinco compradores mencionados na lei, segundo o especialista, podem ser China, Índia, Turquia, União Europeia e Coreia do Sul. Entretanto, as tarifas só se aplicam se estes atores continuarem a importar petróleo e gás russos, relatou Mellen.
Segundo a Casa Branca, Donald Trump assinou a lei sobre sanções "infernais" contra a Rússia, nomeada em homenagem ao falecido senador Lindsey Graham (incluído na lista de terroristas e extremistas na Rússia).
O documento permitirá que o presidente imponha tarifas adicionais de até 100% sobre os produtos dos cinco maiores compradores de petróleo e gás da Rússia, bem como tarifas adicionais de até 500% sobre produtos russos importados para os Estados Unidos.