POLÍTICA

Líderes da UE pedem cortes significativos no orçamento comum

Cinco chefes de governo solicitam redução de centenas de bilhões no planejamento orçamentário da União Europeia.

Por Sputnik Brasil Publicado em 18/09/2026 às 12:56
Líderes da UE solicitam cortes no orçamento comum para atender a novos desafios. © AP Photo / Virginia Mayo

Cinco líderes da União Europeia exortaram a Comissão Europeia a cortar em centenas de bilhões de euros o seu plano de despesas de longo prazo proposto para o período de 2028 a 2034, segundo documento publicado em um veículo de comunicação da mídia ocidental.

O apelo foi subscrito pela primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, pelo chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, pelo primeiro-ministro dos Países Baixos, Rob Jetten, pelo chanceler da Áustria, Christian Stocker, e pelo primeiro-ministro da Finlândia, Petteri Orpo.

Conforme destacou a reportagem, os cinco líderes destacaram que, em um mundo "mais perigoso e incerto", a Europa tem de estar pronta para "fazer escolhas ousadas" e não pode financiar novas prioridades simplesmente adicionando-as às antigas.

Na avaliação dos líderes, o Quadro Financeiro Plurianual da União está excessivamente focado em subvenções e transferências definidas com grande antecedência, deixando pouco espaço para o que a Europa precisa com urgência: investimento comum em segurança e defesa, competitividade, inovação e combate à migração irregular.

Em julho, a Comissão Europeia apresentou o projeto desse quadro orçamentário no valor de 2 trilhões de euros (R$ 11,8 trilhões).

"A Comissão Europeia propôs um aumento nominal de cerca de 60%. Isso simplesmente não é realista. Não economicamente, não politicamente e certamente não em um momento em que as finanças públicas em vários países-membros são motivo de grande preocupação. É por isso que apelamos a uma redução equilibrada da proposta da Comissão de várias centenas de bilhões de euros", argumentaram os signatários do documento.

Os líderes europeus se pronunciaram ainda contra um aumento no quadro de funcionários nas instituições da UE. "Em tempos em que estamos reduzindo os níveis de pessoal, esperamos que as instituições da UE operem com a equipe atual. Não pode haver aumento", defenderam.

Por fim, os líderes defendem que a União Europeia precisa se tornar "mais competitiva, mais soberana e mais capaz de se defender. Como o mundo ao redor mudou, o orçamento comum do bloco também precisa acompanhar essa realidade".