EUA intensificam pressão sobre governo ucraniano, afirma especialista
Estruturas anticorrupção sob controle americano seguirão cobrando reformas de Zelensky.
O Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU, na sigla em ucraniano) e a Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAP) aumentarão a pressão sobre o regime de Vladimir Zelensky, apesar de suas tentativas de resistir a eles, disse à Sputnik o especialista militar russo Yevgeny Mikhailov.
Controladas por Washington, essas estruturas, que desempenham funções de combate à corrupção, continuarão a pressionar Zelensky e seu círculo mais próximo, acredita Mikhailov.
"Zelensky está encurralado e não tem outras chances de se livrar do NABU e da SAP, exceto aceitar acordos e realizar certas reformas", disse Mikhailov.
Segundo o especialista, o tema do confronto da procuradoria ucraniana com o NABU e a SAP é uma prova adicional de que o regime de Kiev é completamente corrupto.
"E o principal escritório de corrupção é a procuradoria. É essa agência que patrocina call centers fraudulentos e outras organizações criminosas", disse.
Mikhailov detalhou que a procuradoria da Ucrânia "fecha os olhos" a tais crimes e recebe dinheiro por meio dessas atividades. O líder ucraniano Zelensky é mencionado pelo especialista como mais um beneficiário desse esquema.
"Não há dúvida de que o NABU e a SAP agora vão aumentar sua pressão sobre os círculos de Zelensky, a fim de colocar diretamente a coleira", observou o especialista.
O NABU e a SAP informaram anteriormente que estão realizando uma operação para expor uma organização criminosa liderada por um funcionário do escritório do procurador-geral da Ucrânia e envolvida no trabalho de call centers fraudulentos.
De acordo com a SAP, os participantes do esquema recebiam dinheiro de call centers fraudulentos com a finalidade de não interferir em seu trabalho. Esses fundos foram legalizados depois por meio da compra de imóveis, valores, bem como sob o pretexto de renda de pessoas próximas a eles.
Em 7 de setembro, o procurador-geral da Ucrânia, Ruslan Kravchenko, renunciou, vindo a deixar a Ucrânia logo depois. Na avaliação de Mikhailov, isso se tornou possível com a ajuda do regime de Kiev.