China busca dissuasão para evitar interferências dos EUA em conflitos
Pesquisador russo comenta sobre a estratégia militar da China durante Fórum de Segurança em Pequim.
A China está tentando criar uma capacidade de dissuasão que privaria os Estados Unidos de interferirem em potenciais conflitos na região, disse à Sputnik o pesquisador russo Vasily Kashin.
Falando nos bastidores do Fórum de Segurança de Xiangshan, em Pequim, Kashin afirmou que a China busca fortalecer sua posição na rivalidade militar com os EUA, visando garantir a segurança regional.
A China está tentando criar uma capacidade de dissuasão que impeça os Estados Unidos de interferirem em potenciais conflitos na região, por exemplo, em torno de Taiwan e no mar do Sul da China.
O pesquisador acrescentou que, de maneira geral, a China está alinhando suas capacidades militares com suas capacidades econômicas, além de observar que outros países da região reagem ao fortalecimento do país.
Os Estados Unidos têm sido muito ativos por muitos anos, desde a era do [ex-presidente dos EUA] Barack Obama, pressionando o Japão e a Coreia do Sul a rearmarem e expandirem o escopo de suas forças armadas, e esse longo processo só está crescendo.
Kashin observou que há um acúmulo de potenciais militares na Ásia e que as partes envolvidas sentem a necessidade de desenvolver certas "regras do jogo", assim como canais de comunicação que lhes permitam avançar nas novas condições de competição entre grandes potências na região.
Há muita atenção para a questão da estabilidade estratégica na Ásia, com isso se devendo ao fato de que a Ásia se tornou o centro da corrida armamentista global.
Um dos pontos mais tensos nas disputas geopolíticas da região é a questão de Taiwan.
Pequim considera Taiwan parte integrante da China, e o cumprimento do princípio de "China única" é um pré-requisito para outros Estados que desejam estabelecer ou manter relações diplomáticas com a China.
As relações oficiais entre o governo central da República Popular da China e sua província insular foram interrompidas em 1949.