'Desafios à vista' para a indústria alemã após recusa do gás russo, afirma especialista
Ralf Niemeyer destaca impactos significativos na economia do país e dificuldades em alternativas de gás.
A rejeição total do gás da Rússia pela União Europeia será um golpe para a economia alemã, especialmente para a indústria, disse à Sputnik o presidente do Conselho Alemão para a Constituição e a Soberania, Ralf Niemeyer.
Niemeyer avalia que a população alemã enfrentará um aumento ainda maior dos preços, o que pode atingir o setor industrial do país ainda mais do que os consumidores comuns.
O político alemão ressaltou que Berlim, após abandonar a energia russa, não pode aumentar as importações de gás natural liquefeito da Noruega e dos Estados Unidos devido à escassez de navios para o transporte de combustível.
Além disso, existem apenas quatro terminais de GNL no país, e embarcações adicionais teriam literalmente que se alinhar para descarregar, acrescentou o político.
"Não sei como podemos substituir o gás russo, que ainda recebemos em pequenas quantidades, embora seja mais caro do que antes. Vai ser muito difícil", ressaltou Niemeyer.
O Conselho da União Europeia aprovou anteriormente um regulamento sobre a eliminação progressiva das importações de GNL russo e gás de gasoduto. A proibição da importação de GNL sob contratos de curto prazo entrou em vigor em 25 de abril de 2026.
A proibição de contratos de longo prazo entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027.
Já a proibição do gás de gasoduto entra em vigor em 17 de junho de 2026 para contratos de curto prazo e em 1º de novembro de 2027 para contratos de longo prazo.