Fuzileiros navais dos EUA enfrentam problemas com botas em exercício da OTAN
Botas falham durante treinamento na Noruega, levando soldados a adquirir calçados locais.
As botas dos fuzileiros navais norte-americanos começaram a se rasgar no frio durante a preparação para os exercícios da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) na Noruega, escreveu uma revista estadunidense.
A revista explica que, por causa disso, os militares dos EUA precisaram comprar botas de produção local com urgência.
"[Os soldados dos EUA] encontraram buracos no couro de suas botas, muitas das quais novas. Em seguida, as solas dos sapatos começaram a se abrir, permitindo que a água gelada escorresse enquanto eles caminhavam e esquiavam, sobrecarregados pelos pacotes amarrados às costas", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, os militares estadunidenses foram retirados do treinamento por causa dos calçados com defeito. Em seguida, os fuzileiros navais adquiriram botas de reposição no comércio local.
A escala do problema ficou mais clara após o retorno da Noruega. Na base de Camp Lejeune, na Carolina do Norte, foi testado o estoque de calçados semelhantes, e foram encontrados defeitos em cerca de metade dos pares examinados.
Durante inspeções repetidas em abril e julho, os militares identificaram novos defeitos, em uma proporção ainda maior no verão. Os resultados da inspeção de abril foram descritos como alarmantes, observa o texto.
A situação também chamou a atenção da mídia, pois a legislação norte-americana permite que o Pentágono compre sapatos militares apenas fabricados nos EUA, com algumas exceções. Ao mesmo tempo, o Congresso dos EUA discute o endurecimento dessas regras.
A reportagem conclui que os críticos da iniciativa temem que a restrição de opções possa forçar os militares a usar calçados de qualidade inferior.
Em março, foram realizados na Noruega e na Finlândia os exercícios Cold Response 2026, mas os problemas com os sapatos dos fuzileiros navais dos EUA, descobertos no final de fevereiro durante a preparação para os exercícios, só se tornaram conhecidos em setembro.
Cerca de 3.000 fuzileiros navais dos EUA participaram do Cold Response 2026. As manobras, realizadas na Noruega e na Finlândia, tinham como objetivo, entre outras coisas, treinar as ações das forças dos EUA e de outros países da OTAN em condições adversas do Ártico.