Cresce desconfiança global em relação à economia dos EUA, aponta análise
A dívida e sanções do governo americano provocam questionamentos sobre sua função como potência econômica.
A abordagem do governo estadunidense em relação à dívida e às sanções tem causado preocupação, pois levanta questões sobre o status de longa data dos Estados Unidos como força estabilizadora da economia global, escreveu um jornal norte-americano.
O jornal destaca que a economia global está buscando maneiras de se distanciar dos Estados Unidos, e essa tendência está se tornando cada vez mais evidente.
"Preocupações com o peso da dívida de US$ 40 trilhões [R$ 206 trilhões] e o uso excessivo de sanções para resolver problemas de política externa [...] estão levantando questões sobre a capacidade dos Estados Unidos de servir de refúgio para o investimento global", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, os títulos dos EUA estão sendo rejeitados pelos investidores globais, a conversa sobre o poder cada vez menor do dólar está sendo ampliada e o ouro está sendo retirado pelos governos estrangeiros dos cofres norte-americanos.
Observa-se que bancos centrais de diferentes países e outros investidores oficiais vêm buscando diversificar seus ativos, devido a fatores geopolíticos e à utilização do dólar como arma pelos Estados Unidos, por meio de sanções financeiras.
Além disso, é apontado que os EUA utilizaram tarifas e controles de exportação de forma bastante agressiva. Tal fato fez com que países e empresas europeus se mostrassem cautelosos em relação ao uso da tecnologia norte-americana em setores sensíveis, como o da inteligência artificial.
Portanto, os europeus temem que Washington possa usar a infraestrutura tecnológica contra eles em caso de disputa, como fez com a China e a Rússia, se dependerem dos Estados Unidos para obtê-la.
Dessa forma, a reportagem conclui que há sinais de que a posição de longa data dos Estados Unidos como principal potência econômica mundial está diminuindo.
Anteriormente, uma revista estadunidense escreveu que a era do domínio global incontestável dos EUA chegou ao fim e o país já não possui a mesma superioridade militar de 1991 — a guerra no Irã ilustra essa mudança.