POLÍTICA

Parlamento libanês aprova confiança ao governo de Nawaf Salam amid críticas

Vote foi realizado em meio a discussões sobre acordos de segurança com Israel e desarmamento do Hezbollah.

Por Sputnik Brasil Publicado em 16/09/2026 às 17:56
Voto de confiança ao governo de Nawaf Salam é marcado por tensiones políticas no Líbano. © AP Photo / Ohad Zwigenberg

Parlamentares aprovaram gabinete de Nawaf Salam por 68 votos a 12, enquanto governo busca acordo de segurança com Israel e desarmamento do Hezbollah.

O Parlamento do Líbano aprovou nesta quarta-feira (16) um voto de confiança ao governo do primeiro-ministro Nawaf Salam, em meio a críticas às negociações com Israel e ao plano para colocar as armas do Hezbollah sob controle do Estado. Ao todo, 68 parlamentares votaram a favor do gabinete, 12 foram contra e dois se abstiveram.

O resultado ocorreu após dois dias de debates sobre a atuação do governo. Parlamentares do Hezbollah, que ocupa dois ministérios, deixaram o plenário antes da votação, após o deputado Gebran Bassil convocar a sessão para decidir sobre a confiança no gabinete. Já a bancada Desenvolvimento e Libertação, liderada pelo presidente do Parlamento, Nabih Berri, do movimento xiita Amal, participou da votação e apoiou o governo.

A aprovação ocorre enquanto o governo libanês mantém negociações com Israel sobre um acordo de segurança e defende o desarmamento do Hezbollah. O presidente Joseph Aoun afirmou nesta quarta-feira que Beirute pretende chegar a um acordo com Israel após a retirada das tropas israelenses do sul do país e que o desarmamento do grupo deve ocorrer sem confronto interno.

Segundo Aoun, o objetivo é encerrar o estado de hostilidade entre os dois países e evitar uma nova guerra. O presidente também pediu apoio dos Estados Unidos, da União Europeia e de países árabes para fortalecer o Exército libanês e defendeu uma força internacional temporária para evitar um vácuo de segurança no sul do país após o fim do mandato da missão de paz da ONU, previsto para dezembro.

A questão do armamento do Hezbollah permanece um dos principais pontos de tensão política no país. O grupo se opõe às negociações diretas com Israel e ao acordo que prevê a concentração das armas sob autoridade do Estado, enquanto o governo afirma que o desarmamento é necessário para consolidar o controle estatal sobre a segurança nacional.