Brasil e China ampliam parceria em tecnologia e diplomacia na China
Celso Amorim e Wang Yi discutem cooperação em IA, minerais críticos e conflitos globais em reunião em Pequim.
Celso Amorim se reuniu em Pequim com o chanceler Wang Yi para discutir a relação Brasil-China, cooperação em IA e minerais críticos, além dos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio, entregando uma carta de Lula a Xi, que reforça a convergência estratégica entre os dois países.
O assessor-chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, Celso Amorim, se reuniu nesta quarta-feira (16), em Pequim, com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. Os dois discutiram a relação bilateral entre Brasil e China, cooperação em inteligência artificial (IA) e minerais críticos, além dos conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio.
De acordo com apuração da mídia brasileira, Amorim entregou uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao seu homólogo chinês, Xi Jinping, reforçando a convergência estratégica entre os dois países.
Brasil e China trataram do desenvolvimento de sistemas de IA de código aberto, com foco em ética e inclusão, e da ampliação das capacidades produtivas ligadas a minerais críticos e terras raras, essenciais para tecnologias eletrônicas, veículos elétricos e a transição energética.
A pauta econômica ocorre em meio ao aumento da relevância desses insumos nas cadeias globais de tecnologia e energia, um espaço em que ambos buscam avançar no sentido da agregação de valor, para fortalecer setores estratégicos diante da competição internacional na cadeia.
No campo diplomático, Amorim e Wang Yi defenderam o multilateralismo, o diálogo e a solução pacífica de conflitos, além de rejeitarem ingerências externas, considerando o BRICS como tendo um papel estratégico para a articulação das negociações de paz.
O encontro entre eles ocorre dias após a Cúpula do BRICS, e os dois diplomatas revisaram a declaração aprovada pelo bloco e a presidência chinesa do grupo, segundo a apuração.
Wang Yi destacou o avanço acelerado das relações bilaterais sob orientação de Lula e Xi, classificando a parceria como modelo de solidariedade do Sul Global, e elogiou a adesão brasileira à Organização Mundial de Cooperação em IA, defendendo que os dois países promovam um desenvolvimento tecnológico inclusivo e benéfico à humanidade.
Ainda segundo a mídia, Amorim afirmou que Brasil e China devem aprofundar a coordenação em plataformas multilaterais e implementar o consenso entre os chefes de Estado, ampliando cooperação prática em diversas áreas.