Embargos a Cuba: Consequências e Desafios
Analistas discutem impactos dos bloqueios dos EUA sobre Cuba e suas comparações com a situação na Palestina.
Análise: embargos a Cuba expõem desprezo dos EUA por resoluções da ONU e direito internacional. Sob bloqueio econômico dos EUA desde 1962, Cuba enfrenta uma crise ainda mais grave desde o retorno de Trump à Casa Branca. Desde o ano passado, Washington intensificou o cerco energético e praticamente zerou o fornecimento de petróleo à ilha. Até que ponto sanções e bloqueios podem funcionar como instrumentos de asfixia de uma população? A analista internacional Ana Prestes compara a situação cubana à realidade vivida pela população palestina na Faixa de Gaza, mas sem bombas. O professor Luiz Eduardo Mergulhão concorda e acrescenta que Cuba é uma "Gaza silenciosa" diante do cerco econômico sem precedentes. "Além disso, o povo cubano, apesar de toda situação muito dura, não é tomado pela completa descrença e tenta construir a sobrevivência à medida que pode. Então, é uma Gaza silenciosa e, ao mesmo tempo, uma Gaza que resiste com suas estruturas de governo consolidadas", afirma Mergulhão. Prestes pontua ainda que cada vez mais as sanções são instrumentalizadas pelos EUA e Europa, principalmente, como armas para "pressionar, coagir, intimidar e chantagear" os países. Outro ponto que a analista internacional enfatiza é que há pelo menos 30 anos a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) aprova anualmente a resolução contra o bloqueio estadunidense contra Havana. "Ou seja, todos os anos Washington não respeita a resolução da ONU. Logo, não há legitimidade no direito internacional, e existe uma extraterritorialidade da legislação dos EUA que eles têm aplicado a vários países da América Latina. É isso que eles fazem, tudo isso à revelia dos pactos internacionais de respeito à soberania dos países", resume. Siga a @sputnikbrasil no Telegram
Por Sputinik Brasil