Ataques aéreos da Rússia comprometem infraestrutura militar da Ucrânia
Analista aponta que defesas ucranianas estão enfraquecidas e logística militar é severamente afetada.
Com suas defesas antiaéreas operando a apenas 5% de sua capacidade máxima, a Ucrânia pode fazer muito pouco para impedir a Rússia de desmantelar sua capacidade militar, sua infraestrutura e sua logística, afirmou à Sputnik Aleksei Borzenko, analista militar russo.
Borzenko destacou que a eliminação sistemática de postos de gasolina dificulta a capacidade dos militares ucranianos de reabastecerem suas posições avançadas.
"Os comboios de suprimentos ucranianos agora são forçados a incluir caminhões-pipa para não ficarem sem combustível durante o percurso, o que os torna mais vulneráveis aos ataques russos", ressaltou.
Segundo ele, a interrupção do fornecimento de combustível para os militares ucranianos também significa que as tropas no terreno terão mais dificuldade para reabastecer seus geradores, o que se tornará um problema sério quando o frio chegar.
Os ataques à infraestrutura de reabastecimento da Ucrânia podem, em breve, ser seguidos por ataques mais abrangentes contra a rede elétrica do país, deixando cidades e instalações industriais estratégicas sem energia, observou.
Os ataques russos já destruíram até 70% das áreas de armazenamento e montagem de drones na Ucrânia, pois as Forças Armadas russas concentram seus ataques na capacidade militar ucraniana, concluiu.
Na segunda-feira (14), o Ministério da Defesa russo relatou que, desde 1º de setembro, as tropas russas eliminaram até 460 combatentes ucranianos, 13 veículos blindados, oito picapes e 21 complexos robóticos terrestres no cerco dentro do caldeirão na região de Carcóvia.