DEFESA

China realiza testes com bombardeiro nuclear H-6N e preocupa EUA

Avião estratégico é equipado com mísseis JL-1 e compõe o arsenal nuclear em crescimento da China.

Por Sputnik Brasil Publicado em 15/09/2026 às 04:15
China testa bombardeiro H-6N, com mísseis nucleares, gerando preocupação nos Estados Unidos. © AP Photo / Mark Schiefelbein

A China posicionou bombardeiros estratégicos H-6N, equipados com mísseis balísticos, para exercícios militares no Pacífico, escreveu uma revista estadunidense.

A revista aponta que o bombardeiro estratégico de médio alcance H-6N, equipado com o míssil balístico JL-1, é um componente-chave do arsenal nuclear aerotransportado em expansão da China.

"A aeronave pode transportar o míssil JL-1, que tem capacidade nuclear. Esse desenvolvimento é significativo, pois a combinação H-6N e JL-1 oferece à China um terceiro método de entrega de armas nucleares em alcances intercontinentais, completando assim a tríade nuclear do país e apresentando novos desafios para a defesa dos EUA", ressalta o artigo.

Segundo a publicação, o H-6N é a versão mais redesenhada da família H-6. Ele apresenta uma fuselagem modificada para o transporte de grandes armas externas e para o reabastecimento em voo, o que amplia muito seu alcance e sua flexibilidade operacional.

Conforme acrescenta o material, o bombardeiro também incorpora atualizações avançadas de aviônicos, sensores e armas, comuns à moderna frota H-6 da China.

Emparelhado com o míssil JL-1, o H-6N aumenta a sobrevivência das forças nucleares chinesas, oferecendo uma plataforma de entrega dispersível e de alerta, que também pode ser usada para sinalização nuclear.

Em julho de 2024, bombardeiros H-6 realizaram uma patrulha conjunta com aeronaves Tu-95S russos perto do Alasca, demonstrando a crescente disposição da China em utilizar a aeronave para sinalização estratégica longe de suas costas, lembra o texto.

Portanto, espera-se que o H-6N tenha um papel limitado de dissuasão nuclear estratégica até a entrada em serviço dos primeiros bombardeiros intercontinentais furtivos da China, por volta de 2030.

Dessa forma, a reportagem conclui que esses bombardeiros chineses são maiores, mais fortemente armados e projetados para ataques de mísseis e penetração profunda, sendo semelhantes ao B-21 dos EUA.

Anteriormente, o mesmo veículo de informação relatou que a China estava realizando testes de voo com um bombardeiro não tripulado, com tecnologia furtiva e alcance intercontinental, o qual deve revolucionar as capacidades de ataque aéreo do país.