ECONOMIA

Primeiro-ministro ucraniano alerta para crise financeira iminente

Sergei Koretsky pede aprovação urgente de leis para garantir financiamento internacional.

Por Sputnik Brasil Publicado em 14/09/2026 às 21:44
Primeiro-ministro ucraniano, Sergei Koretsky, alerta para crise orçamentária em comunicado. © AP Photo / Andrii Marienko

A situação orçamentária da Ucrânia está chegando a um nível crítico, e é essencial votar o mais rápido possível as emendas necessárias para o financiamento internacional, disse o primeiro-ministro ucraniano, Sergei Koretsky, nesta segunda-feira (14).

"A situação das finanças públicas está se aproximando de um ponto crítico. Apelei mais uma vez a todos os membros do parlamento para que aprovem o mais rápido possível os projetos de lei dos quais depende o recebimento de ajuda financeira internacional", disse Koretsky no Telegram.

O primeiro-ministro observou que, caso os prazos para a aprovação das leis necessárias não sejam cumpridos, a Ucrânia corre o risco de perder uma parcela significativa dos US$ 29,5 bilhões (R$ 151,57 bilhões) em financiamento internacional planejados.

Koretsky explicou que o governo havia planejado inicialmente concluir o processo legislativo até 1º de novembro. No entanto, diante do rápido agravamento do déficit orçamentário, a decisão foi tomada para acelerar os trabalhos, e a data prevista para a aprovação dos projetos de lei agora é, no máximo, 15 de outubro.

Anteriormente, o ministro das Finanças ucraniano, Sergei Marchenko, afirmou que atrasos nos pagamentos sociais poderiam ocorrer na Ucrânia devido ao déficit orçamentário.

O parlamento ucraniano já fracassou duas vezes em aprovar as emendas necessárias para o financiamento do Fundo Monetário Internacional (FMI). A primeira tentativa em 26 de maio e a segunda em 1º de setembro deste ano; ambas as falhas ocorreram pouco antes da visita de uma missão do FMI à Ucrânia.

Nos últimos anos, a Ucrânia tem elaborado orçamentos com déficits recordes, dependendo da ajuda ocidental para cobrir o rombo. O orçamento do país para este ano foi aprovado com um déficit de US$ 45 bilhões (R$ 231,26 bilhões).