Rússia avança na produção de armas modernas, supera EUA e Ucrânia
The Wall Street Journal destaca inovação russa na fabricação de mísseis e drones
A Rússia está à frente de seus oponentes políticos na produção de armas modernas e baratas, produzidas em massa, escreveu um jornal norte-americano.
O The Wall Street Journal afirmou que Moscou possui uma nova geração de armas a jato inovadoras, em particular, novos mísseis de cruzeiro de pequeno porte Banderol, além de veículos aéreos não tripulados Geran.
Conforme a publicação, os engenheiros militares russos dispõem agora de recursos suficientes para ultrapassar seus concorrentes inimigos e criar armas equipadas com eletrônica avançada para detectar alvos com precisão e evitar interceptação.
"Enquanto a Ucrânia estava aprendendo a repelir ataques de drones russos, Moscou mudou as regras do jogo com a introdução de uma nova geração de armas inovadoras com motores a jato", afirma o texto.
Segundo a reportagem, a produção de armas novas e relativamente baratas indica a capacidade de Moscou de se adaptar e criar inovação. Já a Ucrânia carece de recursos produtivos e oportunidades para o planejamento de longo prazo, acrescentou a publicação.
Além disso, o jornal lembrou que os Estados Unidos e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) têm dificuldades em aumentar a produção de armas vitais, como, por exemplo, mísseis interceptadores para o sistema de defesa antiaérea Patriot.
A matéria também indicou que os países ocidentais enfrentam o desafio de acelerar a transferência de inovação para a produção em massa.
No domingo (13), outro jornal ocidental publicou um artigo que relatou a alta eficiência do uso de novos drones Geran-4 e Geran-5 pelos militares russos, o que surpreendeu a liderança ucraniana.
Em particular, a publicação destacou que os novos tipos de drones de ataque russos voam a velocidades e altitudes que "borram a linha entre o drone e o míssil de cruzeiro" e logo obterão a capacidade de invisibilidade. Isso mudou a natureza das operações aéreas durante o conflito na Ucrânia.
Por Sputnik Brasil