Lula discute segurança pública e apostas em live para militância
Durante transmissão, presidente fala sobre PEC da Segurança e soberania sobre terras raras.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou na noite deste domingo (13) de uma live voltada à militância, que encerrou um dia de mobilização do PT em torno de sua candidatura à reeleição. Em vídeo, Lula tratou de segurança pública, criticou as casas de apostas online e defendeu soberania sobre terras raras.
Sobre segurança, o presidente defendeu a PEC da Segurança em tramitação no Congresso, dizendo que o objetivo é ampliar a atuação conjunta de União, estados e municípios no combate ao crime organizado. Ele defendeu a retomada de territórios dominados por facções e milícias, afirmando que comunidades e escolas devem "pertencer" à população que nelas vive, e prometeu uma política baseada em inteligência, inclusive nas fronteiras.
"Nós queremos aprovar no Congresso a PEC que diz qual é o papel da União, dos estados e das prefeituras. A gente vai se meter nisso porque a gente quer devolver o território para a comunidade. Vamos liberar o povo brasileiro do crime organizado", disse.
Lula também intensificou o discurso contra as bets. Disse ter se reunido também neste domingo com "8 vítimas" das apostas online e citou o caso de um homem que fez 1.400 pix em três meses, questionando por que o Banco Central não identificou o padrão.
O presidente reafirmou que estuda medidas mais duras, ressaltando que sua vontade é "fechar" as casas de apostas, e voltou a relacionar o endividamento das famílias a casos de suicídio. "É uma coisa incontrolável", destacou.
Lula defendeu, ainda, a soberania sobre as terras raras brasileiras e citou, como exemplo, a relação entre EUA e Venezuela no caso do petróleo.
O chefe do Planalto fez um questionamento e disse que os brasileiros devem se perguntar sobre qual país querem para o futuro, falando sobre a possibilidade de empresas norte-americanas tomarem conta de riquezas brasileiras.
Em relação aos inquéritos que miram seu filho, Fábio Luís, por suposta ligação com o esquema de descontos ilegais no INSS, o presidente disse que o filho "vai pagar um preço muito alto" se houver culpa comprovada. Entretanto, ele aproveitou para contrapor que é o candidato Flávio Bolsonaro (PL) quem mantém empresa no mesmo endereço de sociedades ligadas ao Careca do INSS, apontado como operador do esquema.
Por Sputinik Brasil