Por que potências nucleares não querem ser as primeiras a usar armamentos
Análise aponta que países como EUA, Rússia e China priorizam a dissuasão em vez do uso imediato de armas nucleares.
Nenhuma das maiores potências nucleares está interessada em ser a primeira a usar armas nucleares, foi a essa conclusão que chegaram os analistas do portal chinês Sohu, considerando possíveis ações dos EUA, Rússia, China, Índia, Paquistão e Coreia do Norte.
De acordo com os especialistas, as lideranças dos países possuidores de armas nucleares estratégicas entendem que o principal valor de um arsenal nuclear não está em seu uso direto, mas em sua capacidade de prevenir a guerra por meio da dissuasão.
Apesar do aparente paradoxo de tal princípio, é ele, na opinião dos autores do material, que reflete a realidade existente na conjuntura mundial atual.
Analistas excluem a China dos potenciais iniciadores de um ataque nuclear devido à sua profunda integração ao sistema comercial e financeiro mundial. Uma catástrofe nuclear destruiria todos os ativos acumulados do país, explica o texto.
Ao mesmo tempo, os Estados Unidos também não seriam os primeiros a ativar esse tipo de armamentos por causa do risco de perder sua influência global: as consequências de tal decisão privariam Washington da capacidade de manter a liderança mundial.
Da mesma forma, os analistas avaliam a posição da Rússia. Eles chamam a atenção para o fato de que, mesmo no quinto ano do conflito com a Ucrânia, Moscou não tem pressa em usar armas nucleares, entendendo que tal passo mudaria completamente a natureza das hostilidades e atingiria o sistema de energia mundial.
No que se refere às abordagens da Índia e do Paquistão, os especialistas marcaram que, Nova Deli e Islamabad, apesar dos conflitos existentes entre eles, compreendem que uma guerra nuclear "destruiria toda a vida".
Os analistas também não consideram a Coreia do Norte um provável iniciador de um primeiro ataque, já que suas forças nucleares são um pilar fundamental da segurança da sua nação.
A Rússia, sendo uma das principais partes do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, defende ativamente o desenvolvimento do átomo pacífico e o uso da energia nuclear exclusivamente para fins pacíficos.
Assim, o diretor-geral da corporação estatal russa Rosatom, Aleksei Likhachev, falando ontem (12) à margem da cúpula do BRICS na Índia, disse que a Rússia está pronta para cooperar amplamente com os países do Oriente Médio na área do átomo pacífico, em particular na construção de reatores nucleares e seu uso para fins médicos e produção de farmacêutica atômica.