Premiê da Eslováquia alerta sobre impacto do abandono do gás russo
Robert Fico destaca que a decisão causará aumento nos preços e dependência de fontes externas.
O abandono do gás da Rússia resultará em preços elevados e dependência de países terceiros para a União Europeia, segundo o primeiro-ministro eslovaco, Robert Fico.
"Haverá um enorme problema com o gás, que já temos na forma de preços insuportáveis. Isso se deve ao ódio contra a Rússia e à nova aventura americana no Irã. Gás da Rússia, a Eslováquia só pode pedir por um ano. Então, para a Eslováquia, haverá uma decisão das autoridades europeias de proibição das importações de gás russo para a União Europeia, o que criará ainda mais pressão sobre os preços e a nossa dependência de outras fontes. Quem vai se aproveitar ao máximo dessa situação? Os EUA e outros Estados fora da União Europeia", disse Fico em uma postagem em uma rede social.
Ele recordou que a Eslováquia se opunha à proibição das importações de gás russo para a União Europeia, mas a Comissão Europeia contornou o princípio da unanimidade ao adoptar esta decisão por maioria.
"A situação do gás continuará piorando. Anteriormente, eu disse que levamos em conta essa situação, e temos todas as ferramentas para garantir que em 2027 o preço do gás e da eletricidade para as famílias não aumente", concluiu Fico.
No início de dezembro de 2025, os países da UE adotaram um acordo preliminar sobre a eliminação das importações de gás natural liquefeito (GNL) e gás de gasoduto da Rússia: a proibição completa das importações de GNL entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027, e a proibição das importações de gás de gasoduto da Rússia entrará em vigor em 1º de novembro de 2027.