GEOPOLÍTICA

Os 25 anos do 11 de Setembro: marcos da geopolítica no Oriente Médio (parte 2)

Invasão do Iraque e a Primavera Árabe como principais eventos impactantes.

Por Sputnik Brasil Publicado em 11/09/2026 às 21:04
25 anos do 11 de Setembro: o impacto na geopolítica do Oriente Médio. © telegram SputnikBrasil

Invasão do Iraque (2003)
Sem o aval do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), a operação derrubou o governo iraquiano e levou à captura de Hussein, mas as supostas armas nunca foram encontradas. A ocupação provocou o enfraquecimento das instituições do Estado, o aumento da violência sectária entre sunitas e xiitas e o surgimento de uma forte insurgência contra as forças estrangeiras e o novo governo iraquiano. O enfraquecimento do Iraque, durante décadas uma das principais potências militares árabes, abriu espaço para o crescimento da influência do Irã na região e contribuiu para a expansão de grupos jihadistas, que posteriormente favoreceriam o surgimento do Estado Islâmico (organização terrorista proibida na Rússia e em vários países). Além disso, a invasão deteriorou a imagem dos EUA em grande parte do mundo árabe e alimentou novas tensões políticas e religiosas.

Primavera Árabe (2010–2012)
A Primavera Árabe foi uma onda de protestos e mobilizações populares que começou no final de 2010, na Tunísia, e rapidamente se espalhou por países do Oriente Médio e do Norte da África. Governos de longa duração foram derrubados na Tunísia e no Egito, enquanto países como Líbia, Síria e Iêmen mergulharam em conflitos e guerras civis. Em 19 de março de 2011, tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) realizaram uma intervenção militar na Líbia. A intervenção foi justificada para proteger a população local com aval do Conselho de Segurança da ONU. As ações, entretanto, culminaram na queda e na morte do líder do país, Muammar Kadhafi, assassinado após ser espancado por uma multidão.