Governo colombiano interrompe diálogos com grupos armados
Presidente Abelardo de la Espriella afirma que não houve avanços em processos de paz e desarmamento.
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou nesta sexta-feira (11) o fim dos processos de diálogo com o Exército de Libertação Nacional (ELN) e outros grupos armados, considerando que não foram alcançados avanços em matéria de paz, desarmamento ou submissão à Justiça.
"Acabou a falsa paz. Em apenas um mês de governo, cumprimos nossa palavra: encerramos todos os processos de diálogo e espaços sociojurídicos herdados do Governo anterior com estruturas criminosas e terroristas", afirmou o presidente.
Segundo as declarações de De la Espriella, mais de 7 bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 11,8 milhões) foram destinados ao pagamento de honorários de porta-vozes, representantes e negociadores. O valor não inclui os recursos destinados a esquemas de segurança, diárias, zonas de localização e outras despesas financiadas pelo Estado.
"Em meu governo, os criminosos não terão status político, condescendência nem impunidade. A mensagem é inequívoca: submissão à Justiça ou enfrentar toda a força legítima da República", concluiu.
O combate ao crime foi uma das principais promessas de campanha do futuro presidente.
Após tomar posse, em 7 de agosto, De la Espriella deu aos grupos armados um prazo para iniciar processos de submissão à Justiça e advertiu que aqueles que permanecerem em armas enfrentarão operações das forças de segurança.
Também anunciou o desmonte de mecanismos criados durante o governo de Gustavo Petro para conduzir negociações e a reativação de mandados de prisão que haviam sido suspensos em alguns processos.
De la Espriella tem questionado especialmente os cessar-fogos e os benefícios concedidos durante essas negociações, que segundo ele, ajudaram grupos ilegais a ampliarem sua presença territorial.
Por Sputinik Brasil