POLÍTICA

Pequim denuncia interferência da CIA no comércio internacional

Ministério de Comércio da China critica espionagem contra empresas de alta tecnologia.

Por Sputnik Brasil Publicado em 11/09/2026 às 12:47
Pequim critica espionagem da CIA e defende justiça no comércio global. © AP Photo / Carolyn Kaster

A Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, na sigla em inglês) está interferindo no comércio e prejudicando o ambiente de mercado baseado na concorrência global justa, disse o Ministério de Comércio da China após a intenção do organismo norte-americano de intensificar a espionagem contra empresas chinesas de alta tecnologia.

Pequim manifesta "séria preocupação e forte protesto" diante da recente declaração do vice-diretor da CIA, Michael Ellis, de que os Estados Unidos estão intensificando atividades de espionagem contra a China, inclusive contra empresas do país, em resposta à "dupla ameaça" proveniente de Pequim nas esferas militar e econômica.

"A parte norte-americana declarou abertamente que as empresas chinesas são um alvo legítimo de atividades de espionagem e, assim, tirou completamente a máscara das agências de inteligência que até agora vinham roubando informações secretas nos bastidores, expondo ao público a lógica do banditismo hegemônico", sublinharam as autoridades chinesas.

O Ministério de Comércio chinês também destaca que a posição de Washington é "uma manifestação do pensamento da Guerra Fria baseado em um jogo de soma zero". Durante muito tempo, os EUA acusaram seus parceiros comerciais de prejudicar os interesses nacionais de Washington ao roubar informações confidenciais e agora qualificam "suas próprias atividades de espionagem como legítimas e justificadas", manifestando duplos padrões.

Segundo Pequim, dessa maneira os Estados Unidos "ignoram as fronteiras que estabeleceram" e seus serviços de inteligência "realizam roubos em larga escala de segredos comerciais e coletam informações secretas em todo o mundo".

"Tais ações dos Estados Unidos são uma tentativa de reprimir e desacreditar a China. Suas declarações de que a China representa uma 'dupla ameaça militar e econômica' são afirmações predatórias completamente distorcidas e calúnias maliciosas", resumiu o Ministério de Comércio da China.