Mudanças na CNH geram economia de R$ 9,6 bilhões e triplicam habilitações
Alterações nas regras de habilitação desde dezembro de 2025 resultaram em aumento significativo na busca por novos motoristas.
Mudanças implementadas em dezembro de 2025 reduziram custos e tempo para obtenção do documento, enquanto procura pela primeira habilitação mais que triplicou.
As mudanças nas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) implementadas em dezembro de 2025 geraram uma economia estimada em R$ 9,64 bilhões até agosto de 2026, segundo dados do Ministério dos Transportes. A medida também contribuiu para um aumento de 17,1% no número de pessoas que conquistaram a primeira habilitação.
Entre janeiro e agosto deste ano, 2.003.112 pessoas obtiveram a primeira CNH, contra 1.710.473 no mesmo período de 2025. A Paraíba registrou o maior crescimento, de 77%, seguida por Sergipe (69,5%), Acre (55,4%), Rio Grande do Norte (55,1%) e Amapá (54%).
A procura pelo documento também aumentou significativamente. Nos oito primeiros meses de 2026, 7.315.625 pessoas solicitaram a primeira habilitação, alta de 216% em relação às 2.314.754 solicitações registradas no mesmo período do ano anterior.
Os maiores aumentos ocorreram no Amapá (485,8%), no Sergipe (472,5%), em Pernambuco (468%), no Maranhão (443%) e na Paraíba (423,8%). Segundo o Ministério dos Transportes, todos os estados registraram crescimento na procura pela primeira CNH. O tempo médio para concluir o processo também caiu 30%, de aproximadamente 210 dias para 147 dias.
De acordo com a pasta, a economia de R$ 9,64 bilhões é resultado da redução ou eliminação de diferentes custos. O curso teórico, que passou a ser gratuito e pode ser realizado de forma virtual, representa R$ 2,94 bilhões da economia estimada. A formação prática corresponde a R$ 4,57 bilhões, enquanto os deslocamentos evitados representam R$ 278,7 milhões.
A renovação automática da CNH para motoristas classificados com selo de bom condutor responde por outros R$ 1,44 bilhão, e a redução nos custos de exames médico e psicológico representa R$ 414,6 milhões.
As aulas teóricas e práticas eram responsáveis por grande parte do custo para obtenção da habilitação, que podia chegar a R$ 5 mil. Com as novas regras, a redução pode alcançar 70%, segundo os Transportes.