Papa alerta para cenário mundial 'complexo' e diz que tecnologia não elimina pecado
Leão XIV fez apelo para Igreja oferecer esperança em época 'inquietante'
O papa Leão XIV afirmou nesta quinta-feira (10) que a humanidade vive em uma época marcada por rápidas transformações e por um cenário mundial "complexo" e "inquietante".
A declaração foi feita durante uma audiência com participantes de um curso de formação destinado a novos bispos.
Segundo o Pontífice, embora os avanços tecnológicos e a inteligência artificial tenham ampliado as possibilidades da sociedade, eles não são capazes de eliminar o pecado e suas consequências.
"Vivemos em uma era de rápidas mudanças.
Os avanços nas tecnologias de comunicação e na inteligência artificial abriram possibilidades que, até poucos anos atrás, nem sequer podíamos imaginar", afirmou o Papa.
Na avaliação de Leão XIV, porém, o progresso tecnológico não resolve os problemas mais profundos enfrentados pela humanidade.
"Eles certamente não podem libertar a humanidade do pecado e de suas consequências; as crises que ela enfrenta atualmente demonstram isso tragicamente", acrescentou.
Robert Prevost também relacionou o atual momento histórico à celebração do Jubileu da Esperança, realizado no ano passado, e rejeitou a ideia de que a iniciativa tenha representado uma tentativa da Igreja de se afastar dos problemas do mundo.
"Em um cenário tão complexo e, em certos aspectos, inquietante como o atual, a Igreja celebrou o Jubileu da Esperança no ano passado. Será que isso aconteceu porque ela vive alheia ao mundo? Pelo contrário", disse.
De acordo com o religioso, a missão da Igreja é justamente levar uma mensagem de esperança diante das dificuldades contemporâneas. "Cristo — que morreu e ressuscitou — a envia para proclamar o Evangelho da salvação a todos", enfatizou.
Ao se dirigir aos novos bispos, o Papa também destacou a necessidade de uma atuação pastoral que ultrapasse os limites das comunidades católicas e pediu que os líderes religiosos mantenham "um coração aberto a todos".
Para ele, essa abertura deve incluir não apenas os fiéis que frequentam as paróquias, mas também cristãos de outras denominações, seguidores de outras religiões, "pessoas que não professam nenhuma fé e todos os homens e mulheres de boa vontade".
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