TENSÃO

Irã realiza testes de mísseis eletro-ópticos contra navios dos EUA em meio a crescentes tensões regionais

CENTCOM nega eficácia das tentativas iranianas e reage destruindo petroleiros do Irã.

Por Sputnik Brasil Publicado em 10/09/2026 às 12:23
Irã testa mísseis eletro-ópticos contra navios dos EUA, gerando tensões regionais. © AP Photo / Agência de Notícias Fars / Mehdi Marziad

Irã lança pela primeira vez mísseis eletro‑ópticos contra navios dos EUA, mas o CENTCOM afirma que todas as tentativas fracassaram e reage destruindo petroleiros iranianos, enquanto a escalada militar eleva tensões regionais e faz o petróleo ultrapassar US$ 100 o barril.

O Irã afirmou ter lançado, pela primeira vez, mísseis eletro‑ópticos contra navios de guerra dos EUA, além de atacar uma base norte-americana na Jordânia, em resposta à destruição de petroleiros iranianos pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM). Segundo a mídia britânica, os EUA disseram que nenhum militar foi ferido e que todas as tentativas iranianas fracassaram.

Teerã sustenta que empregou novos mísseis de alta precisão, possivelmente equipados com sistemas de busca eletro‑ópticos. Entre eles estaria o Qassem Bassir, um míssil balístico de médio alcance com ogiva de meia tonelada e capacidade de penetrar defesas aéreas em camadas, embora não haja confirmação de que ele tenha sido usado.

Autoridades iranianas afirmam que o país inaugurou uma fase estratégica, testando um míssil "antissupertorpedeiro" contra um navio dos EUA. O secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Mohsen Rezaei, disse que o ataque revelou a vulnerabilidade do bloqueio naval norte-americano e marcou a transição de uma postura "reativa" para "ativa".

Analistas apontaram à apuração que os novos mísseis provavelmente derivam da família Khorramshahr, combinada com motores sólidos da classe Salman, e alertam para possível apoio técnico de Rússia e China, alegando que os aliados do governo persa têm fornecido imagens de satélite ao Irã, fortalecendo sua capacidade de rastrear alvos norte-americanos.

Os EUA reagiram destruindo petroleiros do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã após instruir as tripulações a abandonar as embarcações. Autoridades norte-americanas, como Marco Rubio, afirmaram que novos ataques iranianos resultarão em mais perdas de navios-tanque.

A escalada encerrou um mês de relativa calma e provocou alta no preço do petróleo, que ultrapassou US$ 100 (R$ 509) o barril. Explosões foram registradas perto da ilha de Kharg, área estratégica para a indústria petrolífera iraniana.

O aumento das hostilidades envolveu bases militares, rotas marítimas e infraestrutura energética, ampliando tensões regionais e reforçando o risco de que o conflito entre EUA e Irã entre em uma fase mais imprevisível.


Por Sputinik Brasil