ECONOMIA

Bank of America projeta alta nos preços do petróleo

Análise aponta que preços podem chegar a 150 dólares por barril com as tensões no Oriente Médio.

Por Sputnik Brasil Publicado em 10/09/2026 às 10:54
Banco de investimento projeta aumento significativo no preço do petróleo devido a tensões no Oriente Médio. © AP Photo / Desmond Boylan

A continuação das hostilidades no Oriente Médio ameaça continuar perturbando o mercado de petróleo. No caso de causarem danos à maior infraestrutura energética, os preços podem atingir valores de até 150 dólares por barril, prognosticam os analistas do Bank of America, citados por uma mídia norte-americana.

Nesta quinta-feira (10), o preço dos futuros do petróleo Brent com entrega em novembro continuou aumentando na bolsa ICE de Londres e ultrapassou US$ 105 por barril pela primeira vez desde maio de 2026, segundo dados da negociação.

Analistas do Bank of America preveem que isso não é o fim do seu crescimento. Se as hostilidades no Oriente Médio mantiverem estrangulamento no trânsito de petroleiros, os preços podem alcançar US$ 120 por barril.

Os danos à maior infraestrutura energética na região ameaçam provocar picos de até US$ 150 por barril, preveem os analistas no seu relatório.

"A perspectiva de se chegar a um acordo duradouro antes das eleições intermediárias dos EUA parece cada vez mais improvável e pode permanecer ilusória mesmo além disso", acrescentaram os analistas.

As renovadas hostilidades no Oriente Médio e, sobretudo, no estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 25% do comércio mundial de petróleo e cerca de 20% do gás natural liquefeito, contribuíram para o retorno da marca de US$ 100.

Neste contexto, os especialistas alertaram sobre as consequências para a economia global.

O petróleo bruto é o principal componente de combustíveis amplamente utilizados, como gasolina e diesel, que têm ficado mais caros nas últimas semanas. No entanto, este encarecimento repercute no custo de tudo, desde a produção e transporte de alimentos, medicamentos e utensílios domésticos até os deslocamentos diários e as viagens aéreas.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel começaram a atacar alvos no Irã, o lado iraniano respondeu aos ataques e o conflito foi se arrastando. Em meados de junho, Teerã e Washington assinaram um memorando visando a cessação das hostilidades, mas, pouco depois, voltaram a trocar ataques. O conflito permanece sem solução, com retomadas esporádicas das hostilidades.