Leilão do Aeroporto de Brasília está marcado para dezembro com investimentos de R$ 1,2 bilhão
Novo contrato prevê construção de terminal internacional e outras melhorias na infraestrutura do aeroporto.
Repactuação do contrato prevê novo terminal internacional, edifício-garagem e via de acesso; concessão, que inclui dez aeroportos regionais, seguirá até 2037.
O governo federal marcou para 17 de dezembro, na B3, o leilão do Aeroporto Internacional de Brasília. O edital publicado nesta quarta-feira (9) prevê R$ 1,2 bilhão em novos investimentos no terminal, incluindo a construção de um novo terminal internacional, um edifício-garagem e uma nova via de acesso.
O aeroporto será ofertado em conjunto com dez terminais regionais, localizados em Goiás, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. O vencedor assumirá a operação de todo o bloco até 2037 e deverá cumprir as obras e investimentos previstos no novo contrato.
A modelagem resulta de um acordo entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) e a atual concessionária do terminal, a Inframerica, homologado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A solução foi adotada como alternativa à relicitação, após a empresa manifestar interesse em devolver o aeroporto à União.
Entre as mudanças do novo contrato está a definição de R$ 628,76 milhões para a aquisição dos 49% de participação da Infraero, valor atualizado pelo CDI. A alíquota mínima da Contribuição Variável também foi reduzida de 5,9% para 5,13%, em razão da inclusão de novos investimentos obrigatórios.
O Aeroporto de Brasília é o quarto mais movimentado do país. Entre janeiro e julho deste ano, recebeu mais de 9,7 milhões de passageiros, alta de 8,14% em relação ao mesmo período de 2025. O terminal é ainda o único do país com duas pistas capazes de operar simultaneamente.
Além de Brasília, o bloco inclui os aeroportos de Alto Paraíso de Goiás (GO), Barreiras (BA), Bonito (MS), Cáceres (MT), Dourados (MS), Juína (MT), Ponta Grossa (PR), Tangará da Serra (MT), Três Lagoas (MS) e São Miguel do Araguaia (GO). A incorporação faz parte do Programa AmpliAR.