POLÍTICA

AGU solicita ao STF suspensão de afastamento da cúpula da PF

Pedido de urgência foi protocolado pelo advogado-geral da União ao ministro Edson Fachin.

Por Sputnik Brasil Publicado em 08/09/2026 às 19:54
AGU solicita suspensão do afastamento de diretores da Polícia Federal ao Supremo Tribunal Federal. © Foto / José Cruz / Agência Brasil

A Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou nesta terça-feira (8), em caráter de urgência, um pedido de suspensão da liminar que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral e do diretor de Inteligência Policial da Polícia Federal (PF). O pedido foi dirigido ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

A medida visa suspender os efeitos de decisão monocrática proferida pelo ministro André Mendonça, no âmbito da Petição (PET) nº 16.662/DF, que afastou Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF e Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da PF.

O documento é assinado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e por outros integrantes da cúpula da AGU. Nele, o órgão afirma que o afastamento causa um prejuízo sério ao funcionamento do governo e à ordem pública e ressalta que a decisão passa por cima de um poder que é exclusivo do Presidente da República: o de escolher e demitir os chefes da Polícia Federal, direito garantido pela Constituição.

Além disso, o órgão alerta que trocar a liderança da PF de forma repentina pode atrapalhar o andamento das investigações e gerar bagunça na organização da instituição.

Segundo a AGU, esse mesmo assunto — a produção e a divulgação de relatórios de inteligência da PF — já estava sendo analisado pelo próprio presidente do STF, Edson Fachin, desde o dia 3 de setembro de 2026, em outro processo. Nele, Fachin já havia definido o que seria investigado e dado um prazo de cinco dias úteis para que as autoridades envolvidas, incluindo os dois servidores afastados, se manifestassem.

Para a União, a decisão monocrática de André Mendonça antecipou tratativas que já aconteciam na Corte e levou o caso ao referendo da Segunda Turma do STF, quando o próprio Mendonça já havia indicado, antes, que essa decisão deveria ser tomada em Plenário.

Diante do quadro de urgência, a AGU pediu que Fachin conceda uma decisão liminar para que os dois dirigentes voltem imediatamente aos seus cargos. O órgão também pede que essa suspensão continue valendo até que o STF dê uma resposta final e definitiva sobre o caso.