ECONOMIA

Bolsas de Nova York encerram dia em queda com alta do petróleo e juros

Mercados reagiram a ataques dos EUA contra o Irã e dados de inflação aguardados.

Por Estadao Conteudo Publicado em 08/09/2026 às 17:31
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As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta terça-feira, 8, após relatos de ataques dos Estados Unidos contra o Irã resultarem em uma nova alta do petróleo e dos juros dos Treasuries. A sessão marca ainda o retorno das negociações depois de feriado nos EUA, que manteve mercados fechados na segunda-feira.

O índice Dow Jones caiu 1,18%, aos 52.786,07 pontos. O S&P 500 recuou 0,58%, a 7.673,52 pontos e o Nasdaq teve queda de 0,32%, encerrando em 26.421,41 pontos. Os mercados dos EUA estavam fechados na segunda-feira devido ao feriado do Dia do Trabalho.

O Dow Jones saiu mais prejudicado no pregão, pressionado pelas quedas de 1% nas ações da Merck e da Apple. Wall Street também foi impactada pela nova alta do petróleo, após trocas de ataques entre Estados Unidos e Irã.

O petróleo Brent chegou a tocar os US$ 99 por barril na máxima da sessão, o que também impulsionou juros dos Treasuries, antes dos dados da inflação ao consumidor (CPI, em inglês) nesta semana e da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) na próxima semana. O subíndice de energia do S&P 500 subiu 1%.

Já as ações de semicondutores deram apoio ao Nasdaq. O índice VanEck Semiconductor ETF somou alta de 1,63%. As ações da Intel e da Advanced Micro Devices subiram mais de 9% e 7,9%, respectivamente. A Broadcom subiu 3% e a CoreWeave, subiu 11,7%.

Para analistas do Charles Schwab, os investidores avaliam os dados do payroll de agosto e retornam de um longo fim de semana aguardando os dados da inflação ao consumidor e do atacado, juntamente com leilões do Tesouro. "As probabilidades de aumento de juros subiram após o payroll, o que parece ser devido à crença de que um mercado de trabalho saudável facilitará para o Fed apertar a política monetária", afirmam.

Os traders também avaliam as tensões comerciais entre os Estados Unidos e o Canadá. Tarifas retaliatórias do país vizinho aos EUA sobre cerca de US$ 20 bilhões de bens entraram em vigor nesta terça-feira.