SAÚDE

Anvisa registra Aquipta, novo medicamento para prevenção da enxaqueca

Comprovada eficácia em reduzir crises, a nova opção é indicada para adultos com episódios frequentes.

Por Estadao Conteudo Publicado em 08/09/2026 às 15:33
Anvisa Rodrigo Maia/Câmara dos Deputados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira, 8, o registro do medicamento oral Aquipta (atogepanto), da empresa AbbVie, indicado para adultos que têm pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca.

A resolução prevê comprimidos de 10 mg e 60 mg, porém a autorização não informa o preço ou quando o medicamento deve chegar às farmácias.

Segundo a Anvisa, o atogepanto atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor e na fisiopatologia da enxaqueca, prevenindo as crises. "Estudos de desenvolvimento do medicamento demonstraram que ele reduz significativamente o número de dias mensais de enxaqueca em comparação ao placebo, tanto em pacientes com enxaqueca episódica quanto naqueles com a forma crônica", disse a pasta.

A pasta afirma que, mesmo existindo opções terapêuticas para a prevenção da enxaqueca, muitas delas não atuam especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença, representando assim uma nova alternativa para a prevenção da enxaqueca episódica e crônica.

Em nota, a AbbVie afirmou que a aprovação do atogepanto pela Anvisa foi baseada principalmente nos resultados dos estudos pivotais internacionais de Fase 3 Advance e Progess, que "avaliaram a eficácia, segurança e tolerabilidade do medicamento em adultos com enxaqueca episódica e crônica, respectivamente", informou a empresa.

O antogepanto é um antagonista oral seletivo do receptor do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina (CGRP). Ao impedir o encaixe que desencadeia a inflamação e a dor, o fármaco interrompe o sinal responsável pelas crises de enxaqueca.

Nas últimas 24 horas, as buscas no Google Trends subiram com relação ao termo Aquipta, medicamento aprovado pela Anvisa.

Conforme a Anvisa, a enxaqueca é uma doença neurológica altamente incapacitante, caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som. A pesquisa aponta que a doença afeta cerca de 15% da população mundial e apresenta um impacto significativo na qualidade de vida, além de repercussões no trabalho, na vida social e no uso de serviços de saúde.