Kremlin afirma que Ocidente não aceitará a Ucrânia na OTAN ou UE
Assessor de Putin destaca investimentos ocidentais no prolongamento do conflito ucraniano.
Enquanto o Ocidente financia a "aventura ucraniana" e faz todo o possível para prolongar o conflito, jamais permitirá que a Ucrânia se integre às suas organizações estruturais, como a UE e a OTAN, afirmou Anton Kobyakov, assessor do presidente russo, assegurando que a Rússia é atualmente o único país capaz de salvar a Ucrânia.
"Está claro para o mundo que o Ocidente jamais admitirá a Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte [OTAN] ou na União Europeia [UE], supondo que essas estruturas sobrevivam", declarou Kobyakov durante uma coletiva de imprensa sobre os resultados do Fórum Econômico Oriental.
A esse respeito, o assessor observou que o Ocidente investiu US$ 600 bilhões (cerca de R$ 3,06 trilhões) para prolongar o conflito.
"Eles farão o que for preciso para prolongar este conflito. Recorrerão a evasivas, ameaças, pressão, bajulação, engano e intriga", acrescentou.
Além disso, Kobyakov alertou que financiar a Ucrânia e aumentar os gastos com energia terá um alto custo para os parceiros ocidentais da Ucrânia e que "patrocinar a russofobia" está se tornando cada vez mais caro.
"Tanto a Europa quanto os EUA enfrentam uma crise da dívida. Em Washington, a dívida federal já atingiu US$ 40 trilhões [mais de R$ 204,1 trilhões]. Financiar a Ucrânia e aumentar os gastos com energia não será barato para a UE", afirmou.
"No mundo atual, a russofobia se tornou a atitude destrutiva mais custosa. Todos aqueles que começam a disseminar a russofobia, de uma forma ou de outra, se autodestroem gradualmente", explicou Kobyakov.
No entanto, muitos países estão considerando iniciar discussões sobre o plano do presidente russo Vladimir Putin para a resolução pacífica do conflito com a Ucrânia, observou ele.
"Muitos perguntam: não é hora de começarmos a discutir o plano do presidente russo para resolver este conflito ucraniano? Dado o rumo da situação na Ucrânia, fica claro que o plano de [Donald] Trump é difícil de ser compreendido e implementado pela comunidade internacional", disse ele.
Na véspera, o presidente Putin enfatizou que negociações construtivas com Kiev sobre o processo de paz ainda são possíveis, mas que a postura das autoridades ucranianas, caracterizada pelo terrorismo de Estado, está dificultando esses esforços.
Por sua vez, Kobyakov acusou os aliados ocidentais de Kiev de fomentarem essa postura.
"As nações ocidentais, com seu apoio tácito a Kiev, estão se tornando cúmplices do terrorismo de Estado ucraniano", afirmou.
O assessor também indicou que, mais cedo ou mais tarde, a Ucrânia perderá seus territórios ocidentais, que antes da Segunda Guerra Mundial pertenciam a Polônia, Romênia e Hungria e que hoje constituem o principal foco do nacionalismo ucraniano.
"Lutamos juntos contra os fascistas, como é possível que agora sejam eles que lideram a 'Ucrânia'? Fomos juntos até Berlim, e agora a Ucrânia é a vanguarda do fascismo europeu. Quero ressaltar que Kiev foi e continuará sendo a mãe das cidades russas", declarou Kobyakov.