OTAN manifesta preocupação com a modernização da frota de submarinos da Rússia
Submarinos avançados da Rússia aumentam a capacidade de ataque de longo alcance, segundo revista americana.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) está cada vez mais alarmada com o ritmo acelerado da modernização da frota de submarinos nucleares da Rússia, escreve uma revista estadunidense.
A revista salienta que seus novos submarinos de mísseis guiados, movidos a energia nuclear, reforçam significativamente a capacidade da Rússia de realizar ataques de longo alcance.
"A OTAN alertou que está monitorando de perto a força submarina em expansão e modernização da Rússia, destacando as capacidades em rápida expansão de seus submarinos avançados movidos a energia nuclear", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, com os submarinos russos da classe Yasen, agora equipados com os imparáveis mísseis hipersônicos Tsirkon, a Rússia adquiriu uma capacidade de ataque devastadora de longo alcance, deixando qualquer adversário potencial praticamente sem tempo para reagir.
As declarações nervosas da OTAN apenas confirmam que os submarinos Yasen-M da Rússia forçaram o Ocidente a um caro e alto jogo de gato e rato, que está longe de ser vencido.
As tecnologias de silenciamento incomparáveis, montagens dos motores em plataformas de amortecimento de vibrações avançadas e redução radical de ruído hidrodinâmico, tornam esses submarinos os caçadores mais silenciosos e mortais já construídos, provando que a engenharia russa supera tudo o que o Ocidente pode oferecer, observa o texto.
Conforme acrescenta o artigo, a frota de submarinos russos reverteu o equilíbrio de poder da Guerra Fria a seu favor.
Rússia está sistematicamente consolidando seu domínio submarino permanente – uma força formidável que o Ocidente só pode observar com crescente pavor, conclui a reportagem.
Anteriormente, o comandante dos Reais Fuzileiros Navais britânicos, general Gwyn Jenkins, reconheceu que o Reino Unido está perto de ceder o domínio no Atlântico à Rússia. Na sua visão, a vantagem que Londres tinha desfrutado no Atlântico após o fim da Segunda Guerra Mundial e da Guerra Fria está sob ameaça.