Lula solicita investigação rigorosa no caso do Banco Master
Presidente classifica escândalo como o maior roubo da história do Brasil e defende reforma política e judicial.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na noite desta quinta-feira (3) uma reforma política e no judiciário profunda em meio aos vazamentos sobre o caso Master, envolvendo suspeita de participação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e parlamentares.
Em sua fala, o presidente da República chamou o escândalo do Banco Master de "o maior roubo da história do Brasil" e ressaltou que foi em seu governo que o esquema do banqueiro Daniel Vorcaro foi descoberto e ele foi preso, culminando também no fechamento do banco.
Lula ressaltou, ainda, que o líder do esquema tem relações com muita gente poderosa e que há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos. "Nossa democracia não pode ficar refém de vazamentos seletivos", chamou a atenção.
Na sequência, o presidente chamou a Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República um processo que garanta integridade nas investigações e destacou a crise nas instituições: "É chegada a hora que as pessoas que atuam na vida pública honrem seu dever de ofício e coloquem o compromisso público acima de qualquer interesse individual."
O chefe do Planalto também afirmou que entende que o Brasil precisa de uma reforma política e no judiciário profunda e defendeu que as investigações não poupem ninguém.
"É fundamental que se investigue todo mundo, sem blindagem de ninguém, doa a quem doer. O povo brasileiro tem o direito de saber a verdade."
Vazamentos envolvendo o Master
Nesta semana, diversos vazamentos publicados pela imprensa brasileira revelaram proximidades dos ministros do STF Alexandre de Moraes e André Mendonça com Daniel Vorcaro. Ambos trocaram mensagens diretamente com o banqueiro ou com pessoas próximas, a fim de encontrar o dono do Master.
Além dos ministros, também foram reveladas relações de Vorcaro com o deputado Nicolas Ferreira (PL-MG). Anteriormente, trocas de mensagens entre o banqueiro e o candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, já haviam sido reveladas. Na ocasião, Flávio cobrava o banqueiro cerca de R$ 130 milhões para investir no filme autobiográfico do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.