POLÍTICA

Trump minimiza preocupações com guerra contra o Irã

Presidente dos EUA compara conflito a invasão da Venezuela e defende sua estratégia no Oriente Médio.

Por Estadao Conteudo Publicado em 03/09/2026 às 16:44
Donald Trump © telegram SputnikBrasil

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a minimizar preocupações relacionadas aos custos da guerra contra o Irã e queda nos estoques de petróleo, comparando à invasão da Venezuela no começo deste ano.

"Americanos também eram contra invadirmos a Venezuela no começo, mas veja só o que fizemos. Conseguimos o petróleo e pagamos pela guerra, em muitas vezes", disse, ao ser questionado sobre a desaprovação nos EUA ao conflito no Oriente Médio em entrevista ao GB News. "Acredito que fiz a coisa certa com o Irã, e americanos entenderão isso".

O republicano reiterou que a economia do Irã está colapsando gradualmente e já sofre com o salto da inflação, desvalorização da moeda local e outros efeitos. "O dinheiro deles não vale mais nada", frisou. Trump também ressaltou que controla o Estreito de Ormuz - por onde passam "cerca de 30 a 40 navios" agora, segundo ele - e vê "tudo o que os iranianos fazem" por meio do espaço.

"Eles possuem pelo menos três usinas nucleares destruídas e a Montanha Pickaxe com arsenal nuclear enterrado no momento", detalhou.

Trump repetiu argumentos de que iniciou a guerra contra o Irã para impedir que Teerã tivesse uma arma nuclear. "Na verdade, estou salvando a Europa", disse, alegando que os europeus seriam "provavelmente" o principal alvo, não os Estados Unidos.

Sobre a Venezuela, Trump afirmou que o país "não sabia usar seus recursos" e "lucrar direito", apesar de ter a "segunda maior reserva global de petróleo". "Nem precisa explorar, qualquer lugar do solo lá possui quantidades massivas de petróleo", disse.

Questionado, o presidente americano comentou não ter pensado sobre convidar o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para a reunião de líderes do G20 em Miami, mas reiterou que gostaria que o país entrasse em um acordo de paz com a Ucrânia para encerrar a guerra do Leste Europeu.