Rússia promete resposta dura ao fechamento da Casa Russa em Berlim
Maria Zakharova criticou a decisão das autoridades alemãs durante o Fórum Econômico do Oriente em Vladivostok.
A resposta da Rússia à decisão das autoridades alemãs de fechar o Consulado Geral da Rússia em Bonn e rescindir o acordo sobre as atividades da Casa Russa em Berlim será dura, disse à Sputnik a representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, no decorrer do Fórum Econômico do Oriente, em Vladivostok.
Zakharova apontou que as autoridades alemãs usaram a notícia de um suposto drone russo nos céus da Alemanha como pretexto para fechar a Casa Russa, algo que elas queriam há muito tempo.
"A Casa Russa era, obviamente, um osso na garganta para eles. Por quê? [...] Basta observar o que a Casa Russa tem feito em Berlim. A primeira e principal tarefa é o ensino da língua russa. A demanda foi enorme entre os alemães [...]. Essa é a principal 'culpa' da Casa Russa", ressaltou.
A diplomata classificou a história do suposto drone russo na Alemanha como uma provocação infundada e orquestrada, elaborada para servir de pretexto para sanções antirrussas no contexto das eleições na Alemanha.
Segundo ela, a resposta da Rússia a tais ações será dura e ocorrerá no momento oportuno. Ela comparou a atual "solidariedade" antirrussa dos países ocidentais a um "coro de bajuladores".
Além disso, Zakharova sublinhou que a falta de reação de organizações internacionais, especialmente da ONU, aos ataques das Forças Armadas da Ucrânia contra alvos civis russos, inclusive contra as crianças na cidade de Starobelsk, na República Popular de Lugansk, é vergonhosa.
"Buscaremos respostas e procuraremos informar a comunidade internacional sobre essas tragédias, para que o mundo não possa dizer, mais tarde, que não sabia", destacou.
Ao mesmo tempo, Zakharova elaborou que Kiev interrompe a visita do chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, à usina nuclear de Zaporozhie.
Segundo ela, a agência está evitando reconhecer a Ucrânia como a única ameaça à segurança nuclear, apesar de seus especialistas estarem cientes dos fatos locais.
"Considerando o aumento da intensidade dos ataques, o regime do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky, parece estar tentando desesperadamente impedir que representantes da AIEA viajem para a usina nuclear através do território russo", observou.
Além do tema ucraniano, a representante oficial da chancelaria russa salientou que as questões sobre a nomeação de um novo embaixador dos Estados Unidos na Rússia e a emissão de vistos para a delegação russa na Assembleia Geral da ONU ainda não foram resolvidas.
No entanto, Moscou mantém contato de trabalho com Washington por meio de embaixadas e não dramatiza a situação, apesar de os procedimentos se tornarem mais complexos burocraticamente, concluiu.