China apresenta míssil Chuva de Aço em demonstração militar
Novo sistema de foguetes de longo alcance tem potencial para atingir alvos militares estratégicos.
Os militares chineses sinalizaram um potencial papel operacional para suas forças de foguetes de longo alcance ao apresentarem a munição de explosão aérea Chuva de Aço, recentemente demonstrada, disparada de sistemas de lançamento múltiplo de foguetes PCL-191, escreveu uma revista norte-americana.
A revista elabora que o sistema parece ter sido concebido principalmente para neutralizar alvos moles, como tropas, em vez de romper posições fortificadas.
"Essa munição é particularmente significativa, pois amplia a gama de alvos que o PCL-191 pode atingir. Trata-se de um sistema modular de artilharia de foguetes de longo alcance, altamente móvel e capaz de utilizar diferentes tipos de munição", ressalta a publicação.
Segundo a matéria, o sistema PCL-191 suporta foguetes de 300 mm e 370 mm, e variantes maiores são capazes de disparar mísseis balísticos táticos.
Essa munição de fragmentação é particularmente eficaz contra pessoal e equipamentos de apoio, como tripulações de radar, equipes de logística e unidades de defesa antiaérea, observa o texto.
Em um cenário de qualquer conflito militar, essas armas poderiam ser utilizadas desde o início para interromper as redes operacionais por trás das instalações fixas, suprimindo temporariamente as funções de manutenção, rearmamento e comunicação do adversário.
Acrescenta-se que a mobilidade sobre rodas e o design modular do PCL-191 permitem um reposicionamento rápido e uma seleção flexível de munições, evitando a dependência de locais de lançamento estáticos.
O sistema já foi testado em exercícios, inclusive em um de grande escala realizado em dezembro de 2025. Ele oferece ao Exército da China uma combinação versátil de capacidades de supressão de área e de ataque de precisão a partir de uma única plataforma, conclui a reportagem.
Anteriormente, um jornal norte-americano informou que o uso em larga escala de munição norte-americana no Oriente Médio aumenta os temores da liderança do Pentágono e dos aliados asiáticos dos EUA de que um conflito prolongado com o Irã prejudique a prontidão de Washington para um possível confronto com a China.