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Loja de vestidos My Vintage Dress se defende de acusações e alega excesso de demanda

Clientes relatam não recebimento de vestidos às vésperas do casamento, enquanto empresa lida com situação complicada.

Por Estadao Conteudo Publicado em 02/09/2026 às 17:53
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial OpenAI (GPT Image)

A loja de vestidos My Vintage Dress, situada em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, que deixou noivas sem os vestidos às vésperas das festas de casamento, declarou nas redes sociais que enfrenta problemas devido ao "volume excepcional de pedidos e desafios na produção".

Na terça-feira, 1º, clientes da confecção de luxo compareceram ao estabelecimento em busca de vestidos após a informação de dificuldades na empresa. Uma das noivas relatou que a loja não entregou o vestido comprado e não retornou as mensagens, a poucos dias de seu casamento. O Estadão tenta entrar em contato com a My Vintage Dress, que permanece com as portas abertas.

Segundo a empresa, após constatar o excesso de pedidos, decidiram fechar temporariamente para novas vendas, concentrando esforços nas clientes já com pedidos em andamento. "Diante de um período de volume excepcional de pedidos e desafios na produção, decidimos fechar temporariamente a loja para novas vendas, concentrando todos os esforços nas clientes que já possuem pedidos em andamento", afirmaram.

A loja informou que, após o fechamento temporário, começou a receber ameaças por meio do Instagram e, por questões de segurança, retiraram a conta do ar. "Por segurança, retiramos a conta temporariamente do ar", diz a nota publicada nas redes sociais.

A noiva Letícia Queiroz compartilhou suas dificuldades para retirar o vestido, relatando que teve sua retirada cancelada na segunda-feira, 31, e não conseguiu contato com a empresa, o que a levou a visitar a loja pessoalmente. Ela revelou tentativas frustradas de contato, assim como os detalhes da experiência durante os atendimentos iniciais. De acordo com Letícia, a loja chegou a sugerir agendar a entrega do vestido para uma data posterior ao seu casamento.

Após o relato de Letícia, outras clientes procuraram o estabelecimento à procura de seus vestidos. A My Vintage Dress alegou que o local foi alvo da entrada coletiva e não autorizada de mais de 50 pessoas, configurando uma invasão. Afirmaram, ainda, que alguns vestidos foram levados por pessoas presentes na loja sem autorização e que, por segurança, decidiram retirar outros modelos do local.

Demissões

Informações de uma ex-funcionária indicaram que funcionárias das áreas comercial e de costura foram demitidas na segunda-feira. Elas foram informadas de que a expectativa era tentar entregar os vestidos das clientes com casamentos agendados até fevereiro e que seria necessário definir a situação para as cerimônias agendadas para depois.

A ex-funcionária revelou que a equipe recebeu informações no sábado, 29, sobre a impossibilidade da loja em continuar as atividades e a realização de uma auditoria interna. Algumas ex-colaboradoras demonstraram interesse em ajudar as noivas de forma voluntária. No comunicado, a My Vintage Dress não abordou as demissões.

Até 31/08, a loja funcionava de segunda a sábado, das 8h às 23h30, muitas vezes até madrugada adentro. Diante das dificuldades de acesso aos locais de trabalho e do medo gerado pelas ameaças, a equipe encontrou alternativas para continuar as atividades. "Temos um time incrível e nossos colaboradores estão emprestando suas próprias casas para a produção dos vestidos", ressaltou a empresa.

A My Vintage Dress ainda mencionou que é gerida por um casal de mulheres e que, "infelizmente, confiou nas pessoas erradas", sem entrar em mais detalhes. "E hoje estamos enfrentando as consequências dessa confiança. Mas seguimos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para honrar nossos compromissos", concluiu.