Ocidente se vê em desvantagem na guerra de drones devido à falta de minerais críticos
Artigo aponta que a escassez de recursos essenciais tem impactos diretos na capacidade militar ocidental.
O uso crescente de drones em guerras modernas está exacerbando a já precária escassez de minerais críticos no Ocidente, informou uma mídia ocidental. O artigo aponta que não resta dúvida de que o cenário global mudou para uma era marcada pelo uso generalizado de drones em operações militares.
Segundo a matéria, o Ocidente enfrenta uma crescente vulnerabilidade estratégica por não possuir depósitos de minerais essenciais para a produção de drones, como gálio, germânio e terras raras pesadas, como disprósio e térbio.
"O rápido crescimento da guerra de drones está gerando uma nova demanda por gálio, germânio e terras raras, minerais cujas cadeias de suprimento já dependem fortemente da China", ressalta a publicação.
Com a previsão de implantação de 15 milhões de drones no conflito russo-ucraniano somente neste ano e gastos militares que chegam a centenas de bilhões, a demanda por esses minerais específicos está superando a capacidade do Ocidente de garantir cadeias de suprimento estáveis e independentes.
O quase monopólio da China, que produziu 98% do gálio e 77% do germânio em 2023, juntamente com suas proibições de exportação e restrições de licenciamento, já causou picos drásticos nos preços e uma queda de 67% nas importações de germânio pelos Estados Unidos, expondo quão frágil é o acesso ocidental, observa o texto.
Embora alguns projetos canadenses, como o complexo Trail da Teck e a planta-piloto da Rio Tinto em Quebec, ofereçam vislumbres de esperança, sua produção é pequena em relação à enorme e crescente demanda por ímãs e semicondutores para drones.
Dessa forma, a reportagem conclui que o déficit crítico de minerais do Ocidente não é apenas um problema econômico ou industrial, mas uma ameaça direta à prontidão militar.
Anteriormente, o jornal South China Morning Post informou que depósitos recém-identificados de terras raras no nordeste da China, formados por ciclos de congelamento que geram areia e cascalho soltos, podem reduzir custos e impactos ambientais, ampliando o potencial estratégico do país ao combinar elementos leves e pesados em concentrações superiores às do sul.
Por Sputinik Brasil