Trump promete represálias severas ao Irã em caso de retaliação
Guarda Revolucionária do Irã avisa sobre punições aos EUA após ataques.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta terça-feira lançar ataques ainda mais intensos contra o Irã caso Teerã responda à nova ofensiva americana. Em publicação na Truth Social, Trump afirmou que, se o Irã retaliar, "será atingido novamente em um nível muito mais duro e elevado" e disse haver um ataque ainda maior "à espera", após o qual "restará muito pouco da República Islâmica do Irã".
Trump confirmou que forças americanas estão atacando alvos iranianos próximos ao Estreito de Ormuz e classificou as operações como "grandes e poderosas". Segundo ele, os bombardeios são uma resposta à tentativa iraniana de instalar minas marítimas no estreito e ao lançamento de oito mísseis contra uma base militar dos EUA na Jordânia, todos supostamente interceptados.
Em resposta, o porta-voz da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), General Mohibi, publicou no X que "uma punição severa aguarda os agressores" e que os EUA "se arrependerão de seus novos ataques".
Uma fonte militar de alto escalão também afirmou à agência iraniana Tasnim que a reação das Forças Armadas do Irã será "várias vezes maior" do que a ofensiva dos EUA. Segundo a fonte, Teerã dará uma resposta "decisiva e ampla" a qualquer agressão contra o território ou os interesses do país e bases e outros interesses americanos na região "ficarão rapidamente sob ataques do Irã".
No início da tarde desta terça-feira, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, em inglês) informou que as Forças Armadas americanas começaram às 13h (de Brasília) ataques contra alvos da IRGC, após ações iranianas contra alvos dos EUA na região e navios comerciais em Ormuz.
Após o início da ofensiva, explosões foram relatadas em Bandar Abbas, Qeshm, Jask e Sirik, segundo a agência estatal iraniana IRNA. Chabahar e Konarak também foram atingidas por quatro projéteis, de acordo com uma autoridade militar iraniana. Em paralelo, a Embaixada dos EUA em Jerusalém alertou para o risco de uma "escalada imprevista" do conflito no Oriente Médio.