Construção apresenta queda no PIB do 2º trimestre, mas avança no semestre
Apesar do recuo de 0,4% no segundo trimestre, setor cresce 1,1% em relação ao primeiro semestre do ano.
O PIB brasileiro cresceu 0,5% no segundo trimestre de 2026 ante os três meses anteriores, pela série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo IBGE. No período, a construção recuou 0,4%, apesar de alta de 0,1% na indústria, puxada por avanço de 3,4% nas indústrias extrativas, de acordo com nota da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
Apesar da queda na comparação trimestral, a construção cresceu 1% frente ao segundo trimestre de 2025 e acumulou alta de 1,1% no primeiro semestre de 2026, ante igual período do ano passado.
Para a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, o resultado reflete perda de dinamismo e um ambiente econômico mais adverso, com juros elevados por mais tempo do que o esperado no início do ano.
"Começamos 2026 com uma expectativa mais positiva para a trajetória dos juros. A partir do fim de fevereiro, com o início dos conflitos no Oriente Médio, esse cenário começou a mudar", afirmou Ieda. Ela citou ainda desaceleração das pequenas obras e reformas, com impacto de crédito mais caro e maior endividamento das famílias.
A CBIC manteve a projeção de crescimento de 1,2% para a construção civil em 2026, sustentada por obras de infraestrutura, concessões, saneamento e pelo programa Minha Casa, Minha Vida, segundo a economista.
No mercado de trabalho, a CBIC destacou que o saldo de novos empregos formais na construção cresceu 6,52% no primeiro semestre ante igual período de 2025, com geração de quase 65 mil vagas em infraestrutura entre janeiro e junho, alta de cerca de 30% na comparação anual, segundo dados do Novo Caged. Em junho, o setor somava 3,119 milhões de trabalhadores com carteira assinada, alta de 3,16% em 12 meses, segundo o texto.
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