SEGURANÇA

Dependência de baterias chinesas coloca Exército dos EUA em risco, alerta imprensa

Análise revela vulnerabilidades estratégicas nas Forças Armadas dos Estados Unidos devido à terceirização de tecnologia.

Por Sputnik Brasil Publicado em 01/09/2026 às 12:12
Dependência do Exército dos EUA em baterias chinesas gera vulnerabilidades estratégicas, diz análise. © AP Photo / Mindaugas Kulbis

A dependência das Forças Armadas dos EUA em relação às baterias fabricadas na China representa uma vulnerabilidade estratégica cada vez maior para Washington, escreveu um jornal norte-americano.

O jornal salienta que a dependência de fontes de energia externas poderia representar um risco tático para as forças estadunidenses no campo de batalha.

Segundo a matéria, os equipamentos militares dos EUA, que vão desde artilharia pesada e sistemas computacionais avançados até as roupas íntimas dos soldados, passam por rigorosas inspeções oficiais para garantir confiabilidade e manter a base industrial nacional.

"No entanto, uma categoria crucial de equipamentos não recebe a mesma atenção: os carregadores portáteis fabricados na China [...]. As tropas dependem desses sistemas para obter eletricidade no campo de batalha", ressalta a publicação.

Especifica-se que, embora sejam poderosas o suficiente para substituir pequenos geradores, essas baterias superdimensionadas não foram submetidas a testes rigorosos de laboratório militar nem receberam autorização completa para segurança ou padrões de proteção.

Enquanto os Estados Unidos terceirizavam a produção de chips e baterias, a China subsidiava seus próprios setores, criando um quase monopólio em baterias portáteis avançadas, as quais os EUA não conseguem produzir em escala suficiente.

Esses dispositivos estão presentes em todos os ambientes militares, secretos ou não, e representam riscos significativos, como o rastreamento de posição por meio de Bluetooth e a possibilidade de ataques remotos que podem transformar suas densas células de energia em explosivos.

De acordo com o texto, apesar dos evidentes perigos e da crescente disparidade energética entre as forças norte-americanas, as autoridades dos EUA não adotaram nenhuma medida decisiva para substituir ou proteger esses sistemas de fabricação chinesa.

Com isso, o pessoal das Forças Armadas dos EUA na linha de frente fica dependente de tecnologia estrangeira não confiável, conclui a reportagem.

Anteriormente, uma mídia ocidental informou que impulsionados por sua relação custo-eficácia, código aberto e inteligência de ponta, os modelos chineses de inteligência artificial estão ganhando força no mercado norte-americano.